Delator do PCC é executado no Aeroporto Internacional de Guarulhos
Antonio Vinicius Lopes Gritzbach,delatou à Justiça esquema dos policiais corruptos e negócios do PCC. Apesar de andar com 4 seguranças, foi morto com 27 tiros.
10.11.24
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Fato:Como um filme de gangster na Netfix, dois homens desceram de um VW Gol preto, que foi encontrado pela polícia,na propria cidade de Guarulhos, abandonado, logo depois, e se dirigiram a saída do Terminal 2 do aeroporto de Guarulhos, tendo como único objetivo, executar , o alvo: o traídor e cagueta,o empresário Antonio Vinicius Lopes Gritzbach, delator em investigação sobre lavagem de dinheiro do PCC e esquema de corrupção na polícia civil e militar.
Segundo relatos só o empresário acabou morto, sua namorada nada sofreu, e mais dois motoristas de aplicativo e uma passageira que desembarcava, naquele momento, de outro voo ficaram feridos, sem gravidade.
O empresário voltava de viagem a Goiás com a namorada quando foi atacado a tiros. No momento da execução sumária, os seus seguranças particulares,(4 quatro, policiais) não se encontravam no local. Em depoimento à policia, os seguranças falaram que estavam a caminho do aeroporto com o filho do empresário, mas que tiveram um problema no carro e chegaram atrasados.
O corretor de imóveis havia conhecido membros da facção quando exercia a profissão , entre 2014 e 2018, no bairro do Tatuapé, zona leste da capital. À época além de vender imóveis também negociava bitcoins.
Acabou se tornando pivô de uma guerra interna da facção ao ser acusado de encomendar a morte de Anselmo Santa Fausta, o Cara Preta, e do segurança dele.
O corretor de imóveis, o empresário Antonio, ja havia prestado seis depoimentos à justiça e fechou acordo de delação premiada.
Em sua delação à justiça falou sobre a morte de lideranças da facção e o envolvimento com o futebol, na compra de imóveis e sobre corrupção policial.
Na véspera do Natal de 2023, foi alvo de um atentado, com um tiro de fuzil disparado contra a janela do seu apartamento, no bairro da zona leste, do Tatuapé.
O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), especializado em crimes contra a pessoa, está investigando o caso, e tramita nas mãos da competente Delegada e Diretora do DHPP, Dra Ivalda Aleixo.
A diretora do DHPP, Ivalda Aleixo, afirmou, em entrevista a TV Bandeirantes, que Vinícius pode ter sido executado porque “sabia muito sobre o PCC”.
" Ele estava sendo exposto e vinha sendo ameaçado. Nas duas vezes que falamos com o Vinícius, ele dizia que acreditava que era alvo de integrantes do PCC. Ele agiu lavando dinheiro para o PCC”, relatou.
"Ivalda esclarece que, de acordo com testemunhas, havia quatro criminosos dentro do veículo de onde partiram os tiros que atingiram Gritzbach".


