No dia 12 de março de 2025, Buenos Aires, capital da Argentina, virou palco de um protesto quente que acabou em confusão. Aposentados saíram às ruas para cobrar melhores condições de vida, como aumento nas pensões e remédios mais baratos, mas foram recebidos com gás lacrimogêneo, balas de borracha e jatos d’água pela polícia. O resultado? Dezenas de feridos e mais de cem pessoas presas.

O protesto começou tranquilo, em frente ao Congresso, mas cresceu quando torcedores de times famosos, como Boca Juniors e River Plate, se juntaram à causa. Eles marcharam até a Praça de Maio, um ponto histórico da cidade, pedindo que o governo ouça os idosos. Só que a coisa esquentou: os manifestantes jogaram pedras e fogos de artifício, e a polícia respondeu com força total. Carros da polícia foram queimados, e o caos tomou conta.
Entre as cenas mais chocantes, uma idosa de 87 anos, Beatriz Bianco, caiu e se machucou feio após ser empurrada por um policial. Outro caso grave foi o do fotógrafo Pablo Grillo, que levou um golpe na cabeça com um cartucho de gás lacrimogêneo – um tipo de “bomba” usada para dispersar multidões – e está internado em estado crítico após uma cirurgia de emergência.
Por que os aposentados estão tão bravos?
Os idosos argentinos estão sofrendo com o bolso apertado. A pensão mínima por lá é de cerca de 279 mil pesos (algo como R$ 1.525), mas a inflação – o aumento geral dos preços – está altíssima. Para se ter ideia, o valor básico para não ser considerado pobre é de 334,5 mil pesos (R$ 1.827). Desde que o presidente Javier Milei assumiu, em dezembro de 2023, ele cortou gastos públicos e liberou preços de remédios e serviços, o que deixou tudo mais caro. Os aposentados dizem que não dá para viver assim.
O governo, por outro lado, defendeu a ação da polícia. Guillermo Francos, um dos principais nomes do governo, chamou o protesto de “tentativa de golpe” e disse que grupos organizados, como torcidas de futebol e militantes, causaram a bagunça. Ele avisou: qualquer protesto desse tipo vai ser reprimido para “manter a ordem”.
Um dia para não esquecer
Esse foi o protesto mais violento desde que Milei virou presidente, mostrando como a situação está tensa na Argentina. Os aposentados prometem não desistir, enquanto o governo diz que vai continuar firme. E agora, o que vem por aí?
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