Ibrachina: Café brasileiro conquista espaço no paladar chinês e fortalece relações bilaterais
Com crescimento expressivo no consumo, China se consolida como um dos principais destinos do café do Brasil. Encontro em Beijing destaca papel do barista Boram Um e da marca Luckin Coffee.

O consumo de café na China tem registrado crescimento expressivo ao longo da última década. De acordo com dados oficiais, o volume saltou de 335 mil sacas de 60 quilos em 2009 para 6,2 milhões de sacas em 2024 – um avanço que posiciona o país asiático como um dos novos protagonistas no cenário mundial do setor cafeeiro.
Reflexo desse avanço é o desempenho das exportações brasileiras: em 2023, as vendas de café do Brasil para a China cresceram 275%, alçando o país ao 6º lugar entre os principais destinos da produção nacional.
Entre os principais agentes desse movimento está a Luckin Coffee, gigante chinesa do setor, fundada em Pequim em 2017, e que vem expandindo rapidamente sua presença no mercado asiático. A marca tem como um de seus embaixadores globais o brasileiro Boram Um, barista consagrado que se tornou, em 2023, o primeiro brasileiro a conquistar o título de campeão mundial de barismo.
Durante passagem por Beijing, o presidente do Ibrachina (Instituto Sociocultural Brasil-China), Thomas Law, e a diretora administrativa do Instituto, Ana Law, se reuniram com Boram Um para discutir os novos rumos do café brasileiro na China. O encontro foi uma oportunidade para reforçar os laços culturais e comerciais entre os dois países por meio da valorização do café como elemento de identidade e intercâmbio.
“Boram tem desempenhado um papel importante na valorização do café na China, promovendo o produto brasileiro e aproximando-o do paladar chinês”, destacou Thomas Law.
A reunião ainda tratou de estratégias para promoção internacional do café brasileiro, especialmente em centros urbanos chineses, onde o consumo cresce impulsionado por um público jovem, urbano e cada vez mais conectado às tendências globais.
O cenário aponta para uma nova era de oportunidades para o agronegócio brasileiro, que encontra na China um mercado em ascensão e disposto a consumir produtos de qualidade com identidade própria.
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