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✊ Em domingo festivo na Paulista , dia da Independência, ato pró-anistia reúne aproximadamente 42 mil pessoas.

 

✊ Em domingo festivo na Paulista , dia da Independência,  ato pró-anistia reúne aproximadamente 42 mil pessoas.

Público foi semelhante ao de 7/9 do ano passado; manifestação acontece às vésperas de nova etapa do julgamento da trama golpista no STF e em meio a pressão no Congresso por uma anistia.

Por Gabriel Grabert – Jornal25News – Independente

Centro Histórico da Cidade de São Paulo, Domingo, 07 de Setembro de 2025.

A Avenida Paulista recebeu neste domingo (7) um ato em defesa da anistia aos condenados do 8 de Janeiro que reuniu cerca de 42,2 mil pessoas, segundo contagem do Monitor do Debate Político (CEBRAP) em parceria com a More in Common. No pico, o método por imagens aéreas estimou entre 37,1 mil e 47,3 mil manifestantes, com margem de erro de 12%. O número é próximo ao de 7 de setembro de 2024 (45,4 mil).

O ato teve discursos de lideranças políticas e bandeiras pedindo “anistia já” e críticas ao ministro Alexandre de Moraes (STF). A mobilização foi lida por analistas como um sinal de que o bolsonarismo voltou a mostrar força nas ruas mesmo com Jair Bolsonaro em prisão domiciliar, determinada em 4 de agosto por descumprir medidas cautelares.

Principais lideranças presentes

  • Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) – Governador de São Paulo, defendeu a anistia ampla e afirmou que a manifestação “não estaria completa” sem Jair Bolsonaro.
  • Valdemar Costa Neto (PL) – Presidente nacional do PL, afirmou que “não houve golpe” e reforçou: “o plano é Bolsonaro presidente”.
  • Michelle Bolsonaro – Ex-primeira-dama, emocionou-se em discurso, denunciando “humilhação” e “perseguição política” contra sua família.
  • Pastor Silas Malafaia – Um dos organizadores do ato, criticou o inquérito das fake news do STF como “imoral e ilegal”.
  • Outros parlamentares bolsonaristas marcaram presença em manifestações ligadas à pauta, como Jaime Bagattoli (PL-RO), Zé Trovão (PL-SC), Mário Frias (PL-SP), Alberto Fraga (PL-DF), Damares Alves (Republicanos-DF) e Bia Kicis (PL-DF), ampliando a frente política em defesa da anistia.

Contexto político

O protesto ocorre às vésperas da retomada do julgamento no Supremo sobre a chamada “trama golpista”. Ao mesmo tempo, no Congresso, aliados de Bolsonaro articulam projetos e PECs de anistia. Na Câmara, a tentativa é aprovar regime de urgência; no Senado, as propostas enfrentam resistência.

Nos bastidores, o lobby pela anistia ganhou força nas últimas semanas, ainda sem texto consolidado, mas com a promessa de seguir tensionando a relação entre Legislativo e STF.

Por que importa

  • Termômetro de rua: 42,2 mil pessoas mantêm a base mobilizada e fortalecem a pauta no Congresso.
  • Judiciário x Política: o STF julga a trama golpista enquanto parlamentares pressionam por perdão.
  • Situação de Bolsonaro: a prisão domiciliar do ex-presidente é pano de fundo e combustível para a mobilização.

🔎 O que esperar do ato?

Entre pressão no Congresso e julgamento no STF, manifestação sinaliza futuro da pauta e do bolsonarismo nas ruas.

  1. Pressão direta sobre o Congresso
    O ato fortalece a bancada bolsonarista e coloca mais pressão para acelerar projetos de anistia. Deputados já falam em tentar regime de urgência na Câmara. No Senado, contudo, o tema ainda enfrenta resistência na CCJ e de lideranças moderadas.
  2. STF sob holofotes
    O ato acontece às vésperas do julgamento da trama golpista. O recado é claro: o bolsonarismo tenta mostrar que tem povo na rua. Mas, na prática, os ministros do STF tendem a manter a linha dura, até para reafirmar sua autoridade.
  3. Bolsonarismo em “modo resistência”
    Mesmo com Bolsonaro em prisão domiciliar, a base mostrou fôlego: mais de 42 mil pessoas na Paulista. Isso sinaliza que o bolsonarismo pode se manter vivo nas ruas e seguir como força de mobilização popular.
  4. Impacto em 2026
    A manifestação funciona como um ensaio de campanha antecipada. Tarcísio de Freitas, Valdemar Costa Neto e Michelle Bolsonaro aproveitaram para se projetar. Dependendo dos desdobramentos no STF e no Congresso, o tema da anistia pode virar bandeira eleitoral em 2026.
  5. Cenário provável
    • Curto prazo: mais discursos inflamados, mas pouco avanço imediato no Senado.
    • Médio prazo: o tema da anistia pode virar moeda de barganha política em Brasília.
    • Longo prazo: se o STF mantiver condenações duras, a narrativa de perseguição pode ser explorada pelo bolsonarismo até 2026.

Apoio Institucional:

Ibrachina – Instituto Sociocultural Brasil-China;

APECC – Associação Paulista de Empreendedores;

Shopping Circuito das Compras – O Maior Shopping Popular do Brasil;

Calabria – Oportunidades de Negócios Imobiliários;

Advocacia Marcovicchio – Direito Civil, Comercial, Empresarial, Fiscal, Público, Tributário, Criminal e Internacional;

LitPro Digital.

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