🕯️ Lucro sobre o luto: abusos, aumentos e descaso marcam os cemitérios privatizados em SP
Panorama investigativo: a máfia dos serviços funerários e a urgência de uma CPI
Por Mário Marcovicchio – Jornal25News
Centro Histórico da Cidade de São Paulo, Terça-Feira, 09 de Setembro de 2025.
O drama de quem perde e ainda precisa negociar a morte
“Quando minha mãe faleceu no hospital, recebi um papel com quatro funerárias. Além da dor, fui obrigada a cotar preços, como se estivesse comprando um produto qualquer. O serviço básico é desestimulado, o caixão é ridicularizado como ‘fraco’, e o tempo de luto vira um tempo de negociação”, denuncia a Sra. MARIA.
O relato expõe a face mais cruel da privatização dos serviços funerários em São Paulo: famílias enlutadas tendo que brigar por preços mínimos, enfrentar persuasões de vendedores e lidar com burocracias que transformam a dor em comércio.
As concessões e o salto nos preços
Em março de 2023, a Prefeitura de São Paulo concedeu a gestão de 22 cemitérios públicos e 1 crematório a quatro empresas privadas.
Antes da privatização, segundo o Sindsep, um pacote popular custava cerca de R$ 428. Hoje, esse valor ultrapassa R$ 1.494, um aumento superior a 300%. Famílias de baixa renda ficaram sem saída, empurradas para planos abusivos.
A reação judicial e a liminar de Flávio Dino
O escândalo chegou ao STF. Em novembro de 2024, o ministro Flávio Dino determinou que os preços retornassem ao patamar pré-privatização, atualizados pelo IPCA. A decisão apontava violação da dignidade humana e do acesso universal a serviços públicos.
Em março de 2025, novas exigências foram impostas: a Prefeitura teria de responder denúncias em até 30 dias, divulgar de forma clara quem tem direito à gratuidade e garantir canais 24h de reclamação.
Escândalos e falhas operacionais
Relatórios do TCM-SP identificaram entulho, jazigos vandalizados e até ossadas expostas. Houve casos de desaparecimento de restos mortais, portões de casas aproveitados em muros de cemitérios e denúncias de alagamentos.
Em janeiro de 2025, surgiram denúncias de cobranças abusivas de tanatopraxia por empresas como Grupo Maya e Velar. Ambas negaram, mas a própria SP Regula e a Prefeitura afirmaram que investigariam.
CPI engavetada
Diante das denúncias, parlamentares do PSOL protocolaram a abertura de uma CPI para investigar o sistema funerário. Até hoje, segue engavetada. O silêncio do Legislativo municipal escancara a falta de prioridade diante de um problema que afeta milhares de famílias paulistanas.
Indignação popular: luto transformado em negócio
Os relatos se acumulam: famílias obrigadas a aceitar planos de R$ 5.000 em momentos de desespero; serviços ditos 24h que simplesmente não funcionam; atendimentos fechados em plena madrugada.
O impacto humano é devastador: ao invés de prantear seus mortos, as famílias gastam horas discutindo preços e tentando não serem enganadas.
Conclusão: o luto não pode ser mercadoria
Os serviços funerários de São Paulo se transformaram em um mercado onde a dor é explorada sem limites. A Prefeitura terceirizou, as concessionárias lucram, e quem paga a conta é a população.
É urgente a instalação de uma CPI na Câmara Municipal para apurar irregularidades, contratos e abusos. Não se trata apenas de fiscalização financeira: é a defesa da dignidade no momento mais frágil da vida humana.
Apoio Institucional
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