📍 Centro Histórico da Cidade de São Paulo, Segunda-feira, 22 de Setembro de 2025
✍️ Editorial | Paulista se veste de VERMELHO. Nós contra eles?
A imagem da Avenida Paulista tomada por uma multidão vestida de vermelho impressiona e divide. De um lado, a demonstração de força popular, o grito coletivo que ecoa nas principais avenidas do país. Do outro, a pergunta que persiste: até que ponto as cores de nossas camisas estão substituindo o diálogo, o respeito e a convivência democrática?
Com a bandeira contra a PEC da Blindagem e da Anistia, milhares de brasileiros exercitando sua cidadania foram às ruas. Ao nosso ver, a PEC da Blindagem significa querer colocar um grupo seletivo acima da Lei. Já a Anistia é um ponto delicado: ela já foi usada em outro momento histórico, favorecendo lideranças de esquerda e zerando seus crimes. Por que não considerar o mesmo agora, diante de uma crise institucional e da iminência de uma convulsão social? Talvez essa medida pudesse ser um caminho para baixar a temperatura política e evitar que o país mergulhe em confrontos ainda mais graves.
A polarização transformou ruas em arenas, bandeiras em armas e adversários políticos em inimigos irreconciliáveis. É a lógica do “nós contra eles” que alimenta paixões, mas corrói o tecido social. A Paulista tingida de vermelho, como tantas vezes já esteve de verde e amarelo, mostra que o Brasil ainda não superou o dilema da divisão.
O problema não está nas cores, mas na intolerância. Vestir-se de vermelho, verde, amarelo ou azul deveria ser apenas expressão de identidade, não um passaporte para a segregação. O risco é que, quanto mais reforçamos trincheiras, mais nos afastamos da ideia de nação única.
O desafio que se coloca, diante da magnitude desses atos, é simples e profundo: transformar mobilização em consciência, volume em proposta, barulho em construção. O Brasil precisa de ruas cheias, mas também de pontes firmes.
Afinal, quando a Paulista se veste de uma cor só, não é sinal de unidade. É sinal de ausência da diversidade que sempre fez do Brasil uma nação maior que qualquer facção.
Conclusão
Exercer a cidadania não é apenas um ato político ou circunstancial — é ser cidadão pleno, consciente de seus direitos e de seus deveres, sempre sob a guarda da Constituição do Brasil. A verdadeira grandeza de uma nação não está em blindagens, nem em anistias seletivas, mas na capacidade de seu povo de honrar a lei, respeitar a justiça e construir juntos um futuro comum.
Quando as ruas se enchem de vozes, cabe lembrar: democracia não se sustenta apenas em cores ou bandeiras, mas na coragem de obedecer à Constituição e lutar para que ela seja cumprida por todos. É nesse pacto sagrado que o Brasil encontra sua força — e é dele que depende nossa sobrevivência como nação. 🇧🇷
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Por Mário Marcovicchio, jornalista e advogado.



