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LEI NAIR BRITO! ‘Planejaram meu velório’: a ativista que, morrendo, processou o governo e garantiu remédio grátis contra o HIV no SUS!

Prepare-se para conhecer a história de uma das maiores conquistas da saúde pública brasileira, que nasceu da luta e do desespero de uma mulher! Se hoje existe tratamento gratuito para o HIV no SUS e 900 mil pessoas tomam medicamentos antirretrovirais (ARVs) de graça no Brasil, é por causa da iniciativa e da coragem de Nair Brito, de 62 anos! Nair, que descobriu ser HIV positiva em 1992 e teve o velório planejado pela família quando estava em estado crítico, entrou na Justiça pelo direito ao remédio. Sua vitória individual gerou um movimento que levou à criação da Lei Sarney (1996), mas ela faz um apelo: "Deveria se chamar Lei Nair Brito. Não por vaidade, mas porque é a história legítima de uma mulher morrendo e lutando pelos seus direitos"!


A Descoberta, a Dor e a Solidão da Perda!

Nair Brito, uma mulher heterossexual que contraiu o vírus em uma relação sem preservativo, nunca imaginou que a epidemia a atingiria.

  • O Choque: "Como mulher heterossexual, essa epidemia não me dizia respeito. (...) Quando vi aquele 1.000 [no resultado do exame, que era o limite máximo de células de defesa] minhas mãos tremeram, chorei muito. A primeira coisa que pensei foi: 'Vou morrer'", lembra Nair.
  • A Dor da Perda: O ativismo de Nair começou em meio a uma tragédia. Ela relata que em um ano, o elenco de teatro com quem ela trabalhava "morreu todo"! Ela teve que reconhecer o corpo de amigos no IML e, com outras ativistas, arcar com enterros. "Essa solidão familiar me marcou profundamente", relata.

A Luta Pelo Medicamento: Da Liminar à Lei Nacional!

Em uma das vezes em que Nair ficou muito doente, com um fungo no pulmão, o prognóstico era fatal (seu CD4, marcador das células de defesa, estava em oito – o normal é mil). Seu companheiro já estava se preparando para o velório!

  • O Ativismo de Rua: Nair revelou que, em seu desespero, tomou medidas extremas: "Eu cheguei a me deitar no meio da avenida Paulista em uma manifestação. Não tinha medo. Quando você não tem mais nada a perder, acredita que aquilo dá visibilidade."
  • A Ação Judicial: Ela procurou uma advogada e entrou com uma ação judicial para conseguir o novo medicamento antirretroviral, que havia visto em uma conferência no Canadá. O juiz, que estava com a revista IstoÉ na mesa (com matéria sobre os novos ARVs), deu liminar obrigando o Estado a fornecer o medicamento!
  • A Criação da Lei: Sua vitória fez eco! "Todo mundo começou a entrar com ações, inclusive na América Latina." Isso levou o então presidente José Sarney a criar a Lei Sarney (novembro de 1996), que determina que esses medicamentos têm que ser distribuídos sem custos para quem vive com HIV pelo SUS!

A Luta de Hoje: 'Queremos a Cura!'

 

Hoje, Nair Brito tem uma nova luta: a busca pela cura! "Eu tenho que sobreviver tomando tantos medicamentos porque alguém tem interesse que eu os tome. O custo mensal para me manter viva com antirretrovirais é de cerca de R$ 5.800", lamenta Nair. "Eu sempre digo: deveria se chamar Lei Nair Brito. Não por vaidade, mas porque é a história legítima de uma mulher morrendo e lutando pelos seus direitos. Por isso, hoje, meu ativismo é para dizer: queremos a cura. Cura já."


 

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