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ESTADO DE EMERGÊNCIA: Mobilização científica tenta evitar extinção do jumento nordestino até 2030

O jumento nordestino, símbolo cultural do sertão brasileiro, está à beira da extinção. Em 2025, o número estimado de animais vivos caiu para menos de 150 mil — uma redução de mais de 80% em relação à população dos anos 1990. Diante desse colapso demográfico, pesquisadores, ONGs, universidades e órgãos públicos lançaram, no final de 2025, o Plano de Ação Nacional de Emergência para Conservação do Jumento Nordestino (PAN Jumento), com meta explícita: evitar a extinção funcional da raça até 2030. O estado de emergência foi declarado em dezembro de 2025 pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e pelo Ibama, após relatório da Embrapa Caprinos e Ovinos apontar que a raça pode desaparecer em menos de uma década se nada for feito.

Por que o jumento nordestino está desaparecendo tão rápido?

As causas são múltiplas e se aceleraram nos últimos 15 anos:

  1. Substituição por motos e veículos A chegada de motocicletas baratas e financiadas acabou com o uso do jumento como meio de transporte e carga no sertão. O animal, que antes era essencial para carregar água, lenha, milho e feijão, virou “despesa desnecessária”.
  2. Abate clandestino e exportação de carne Desde 2017, o Brasil exporta carne de jumento para a China (principalmente couro e gelatina para medicina tradicional chinesa). Estima-se que mais de 100 mil animais tenham sido abatidos anualmente entre 2018 e 2024 — muitos sem rastreamento ou origem legal. O preço da pele seca subiu de R$ 50 para até R$ 400 em alguns períodos.
  3. Envelhecimento populacional e baixa taxa de reprodução A maioria dos jumentos vivos hoje tem mais de 12 anos. A reprodução caiu drasticamente porque poucos machos reprodutores jovens restam e as fêmeas são mal alimentadas ou exploradas até a morte.
  4. Perda de valor cultural e econômico Sem função econômica, os jumentos são abandonados ou sacrificados. Muitos são encontrados mortos em estradas ou em áreas degradadas.

O Plano de Ação Nacional de Emergência (2026–2030)

Lançado oficialmente em 10 de dezembro de 2025 em Campina Grande (PB), o plano reúne Embrapa, universidades federais (UFPB, UFCG, UFPE, UFRPE), ONGs (Instituto Jumentos do Sertão, AMPARA Animal), associações de criadores e governos estaduais. As principais ações são:

  • Censo nacional obrigatório (2026): todos os proprietários devem registrar seus animais (gratuito) para gerar mapa genético e demográfico.
  • Bancos de sêmen e embriões: criação de centrais de coleta e armazenamento de material genético de jumentos puros (meta: 1.000 doses até 2028).
  • Programa de incentivo à criação: pagamento de R$ 500–1.000 por fêmea prenhe ou cria desmamada registrada; subsídio para ração em seca.
  • Proibição total do abate para exportação (projeto de lei em tramitação no Congresso desde 2025).
  • Reserva genética: criação de rebanhos protegidos em áreas públicas (fazendas experimentais da Embrapa e unidades de conservação).
  • Campanha cultural: resgate do jumento como patrimônio vivo do Nordeste (desfiles, festas, inclusão em festas juninas e turismo rural).

Desafios

A mobilização ganhou apoio de celebridades nordestinas (Wesley Safadão, Alceu Valença, Elba Ramalho) e de influenciadores digitais, que viralizaram vídeos com jumentos em situações de abandono. ONGs internacionais (como a Donkey Sanctuary, do Reino Unido) doaram recursos e expertise.

Os principais desafios são:

  • Falta de recursos (o plano precisa de R$ 120–150 milhões até 2030).
  • Resistência de frigoríficos e exportadores chineses.
  • Dificuldade de fiscalização em áreas remotas.
  • Cultura de descarte ainda enraizada em muitos municípios.

O PAN Jumento está em fase de implementação inicial: censo começou em dezembro de 2025 em Pernambuco e Paraíba; primeiras centrais de sêmen estão sendo montadas na Embrapa Caprinos (Sobral-CE) e na UFPB (Areia-PB). O Ibama proibiu temporariamente a exportação de peles de jumento até que haja rastreamento completo.

Em 2026, o Brasil tem uma janela estreita de 4–5 anos para salvar o jumento nordestino da extinção funcional. Se o plano der certo, a raça pode se tornar um símbolo de conservação bem-sucedida no semiárido; se falhar, o animal que durante séculos carregou o sertão nas costas pode desaparecer da paisagem nordestina.

O Jornal 25News acompanha essa corrida contra o tempo — uma luta que mistura ciência, cultura e política para não deixar o jumento nordestino virar apenas lembrança.

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