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O BOOM DA IA: CEO da Nvidia prevê “salários de seis dígitos” para encanadores e eletricistas em Davos

Durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, o CEO da Nvidia, Jensen Huang, fez uma das declarações mais comentadas do evento ao prever que, em um futuro próximo (5 a 10 anos), profissões manuais como encanadores, eletricistas, mecânicos, soldadores e técnicos de manutenção vão ganhar salários de seis dígitos (acima de US$ 100 mil/ano ou equivalente a R$ 500–600 mil/ano) em países desenvolvidos — e o motivo não é sindicalismo ou escassez de mão de obra, mas o boom da inteligência artificial e da robótica.

O que Jensen Huang disse exatamente

Em painel sobre “O Futuro do Trabalho na Era da IA”, Huang afirmou:

“A IA vai automatizar quase todo o trabalho cognitivo repetitivo e até tarefas criativas de nível médio. Mas quem vai instalar, manter, consertar e supervisionar os milhões de robôs e sistemas autônomos que vão fazer o trabalho físico? Serão os encanadores, eletricistas, técnicos de HVAC, soldadores e mecânicos. Essas pessoas vão se tornar os novos aristocratas do trabalho — porque não há como escalar robôs sem humanos altamente qualificados para mantê-los funcionando. Em dez anos, essas profissões vão pagar seis dígitos em dólares.”

Ele completou: “Hoje, um bom eletricista nos EUA ganha US$ 60–80 mil. Em 2035, quem souber programar robôs de campo, fazer manutenção preditiva com IA e trabalhar com sistemas autônomos vai ganhar US$ 150–250 mil. O gargalo não será mais inteligência — será habilidade manual + conhecimento técnico.”

Por que isso pode acontecer?

Os principais argumentos que sustentam a previsão de Huang (e que ecoam em outros CEOs como Jamie Dimon do JPMorgan e Satya Nadella da Microsoft):

  1. Robôs precisam de humanos 24/7 Robôs industriais, humanoides (Optimus da Tesla, Figure 01, Boston Dynamics) e drones de manutenção falham, quebram, precisam de calibração, troca de peças e adaptação a imprevistos. Quem faz isso hoje? Técnicos e eletricistas.
  2. Escassez crônica de mão de obra qualificada Nos EUA, Alemanha, Japão e Coreia do Sul já faltam milhões de trabalhadores em ofícios manuais. No Brasil, o déficit de técnicos em refrigeração, elétrica predial e manutenção industrial é estimado em 1,2 milhão (CNI 2025).
  3. Salários sobem quando oferta cai e demanda explode Se a IA automatizar escritórios, call centers, contabilidade e programação básica, mas aumentar em 10× a necessidade de instalação e manutenção de infraestrutura física (data centers, robôs em fábricas, veículos autônomos, redes 6G), o valor de quem “sabe botar a mão na massa” dispara.
  4. Exemplo real já acontecendo
    • Técnicos de manutenção de data centers da Nvidia e AWS já recebem US$ 120–180 mil/ano nos EUA (2025).
    • Soldadores certificados para robôs colaborativos na indústria automotiva alemã chegam a € 90–120 mil/ano.
    • No Brasil, eletricistas especializados em painéis solares e carregadores de carros elétricos já ganham 2–3× o salário médio da categoria.

No Brasil e no mundo

  • A favor: Sindicatos de metalúrgicos, eletricistas e técnicos (como Sindpd e Sinduscon) viram oportunidade: “Finalmente alguém reconhece o valor real do trabalho manual qualificado”.
  • Críticas: Alguns economistas e ativistas alertam para o risco de polarização: “Enquanto uns ganham US$ 200 mil consertando robôs, outros perdem emprego para a IA e não têm qualificação para migrar”.
  • No Brasil: A fala chegou em momento sensível — com desemprego ainda alto entre jovens e pressão por qualificação técnica. O Senai e o Pronatec já registraram aumento de 180% nas buscas por cursos de elétrica industrial, manutenção de robôs e automação.

Jensen Huang não deu prazos exatos nem prometeu que todo eletricista vai ganhar seis dígitos — ele falou do topo da pirâmide: profissionais qualificados, certificados e dispostos a aprender continuamente sobre IA, robótica e manutenção preditiva.

O que é consenso entre economistas do trabalho: a IA vai destruir milhões de empregos cognitivos repetitivos, mas vai criar uma nova aristocracia do trabalho manual qualificado. Quem souber “hackear” robôs, consertar sistemas autônomos e trabalhar em ambientes híbridos (humano + máquina) será o novo profissional disputado.

O Jornal 25News traz essa previsão porque ela sinaliza uma virada histórica: o trabalho que antes era considerado “braçal” e “pouco valorizado” pode se tornar uma das carreiras mais bem pagas do futuro. Se você tem filho adolescente, talvez seja hora de incentivá-lo a fazer curso técnico em elétrica, mecânica ou automação industrial. No mundo pós-IA, quem coloca a mão na massa (com conhecimento) pode acabar ganhando mais que muita gente de colarinho branco.

 Apoio Institucional

Ibrachina – Instituto Sociocultural Brasil-China
APECC – Associação Paulista de Empreendedores
Shopping Circuito das Compras – O Maior Shopping Popular do Brasil
Calabria – Oportunidades de Negócios
Advocacia Marcovicchio
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