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ALERTA EPIDEMIOLÓGICO: Diabetes cresce 135% no Brasil e Governo lança plano de R$ 340 milhões contra doenças crônicas

O Ministério da Saúde divulgou nesta terça-feira (22) dados alarmantes da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) 2025: o número de brasileiros diagnosticados com diabetes mellitus aumentou 135% entre 2013 e 2025 — saltando de 6,9 milhões para 16,2 milhões de pessoas (prevalência de 8,9% na população adulta). É o maior crescimento percentual registrado em qualquer doença crônica no país nas últimas duas décadas. Em resposta, o governo federal anunciou o Plano Nacional de Enfrentamento às Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) 2026–2030, com orçamento inicial de R$ 340 milhões para ações prioritárias em 2026.

Os números mais preocupantes da diabetes no Brasil (PNS 2025)

  • Prevalência atual: 8,9% da população adulta (16,2 milhões de pessoas).
    • Em 2013: 4,1% (6,9 milhões).
    • Crescimento real: +135% em 12 anos.
  • Faixa etária mais afetada: 45–64 anos (15,8% de prevalência).
  • Regiões com maior aumento:
    • Nordeste: +178%
    • Norte: +162%
    • Centro-Oeste: +149%
    • Sudeste: +112%
    • Sul: +98%
  • Fatores associados:
    • Obesidade: 28,4% da população adulta (aumento de 72% desde 2006).
    • Sedentarismo: 47% dos adultos não praticam atividade física suficiente.
    • Consumo excessivo de ultraprocessados: 19,4% da ingestão calórica média.

O Plano Nacional de Enfrentamento às DCNT 2026–2030 (R$ 340 milhões em 2026)

O plano, coordenado pelo Ministério da Saúde em parceria com Conass, Conasems e sociedades médicas (SBD, SBEM, SBC), tem cinco eixos principais para 2026:

  1. Expansão da atenção primária (R$ 180 milhões)
    • Criação de 3.800 novas equipes de Saúde da Família com foco em DCNT.
    • Implantação de teste de hemoglobina glicada (HbA1c) em todas as UBS do país.
  2. Medicamentos gratuitos e rastreamento (R$ 90 milhões)
    • Ampliação do Farmácia Popular para incluir GLP-1 agonistas (semaglutida, tirzepatida) em casos graves de obesidade associada a diabetes tipo 2.
    • Campanha nacional de rastreamento: teste glicêmico gratuito para todos acima de 45 anos ou com fatores de risco.
  3. Educação em saúde e prevenção (R$ 40 milhões)
    • Programa “Vida Saudável nas Escolas” (obrigatório em redes municipais e estaduais).
    • Campanha publicitária “Menos Ultraprocessado, Mais Vida” (R$ 18 milhões).
  4. Fortalecimento da vigilância (R$ 20 milhões)
    • Monitoramento obrigatório de prevalência de obesidade e diabetes em crianças e adolescentes (SUS).
  5. Incentivo à atividade física (R$ 10 milhões iniciais)
    • Parceria com o Ministério do Esporte para criar “Academias da Saúde” em 2.500 municípios.

Repercussão e críticas

  • Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD): “O crescimento de 135% é uma emergência sanitária. O plano é positivo, mas os R$ 340 milhões são insuficientes — precisamos de pelo menos R$ 1,2 bilhão/ano para conter a epidemia.”
  • Opas/OMS Brasil: “O Brasil tem a oportunidade de ser referência na América Latina em prevenção de DCNT, mas precisa taxar bebidas açucaradas e ultraprocessados para financiar ações de longo prazo.”
  • Críticas políticas: Partidos de oposição (PL, Novo) chamam o plano de “maquiagem eleitoral”, alegando que o governo prioriza medidas paliativas em vez de atacar causas estruturais (subsídios ao açúcar, falta de regulação de ultraprocessados).

O diabetes já é a principal causa de cegueira evitável, amputações não traumáticas e insuficiência renal terminal no Brasil. Com 16,2 milhões de pessoas afetadas e crescimento de 135% em 12 anos, o país vive uma epidemia silenciosa que pode sobrecarregar o SUS nos próximos 10 anos.

O Plano de R$ 340 milhões é um primeiro passo, mas especialistas afirmam que, sem medidas duras de regulação de alimentos ultraprocessados e incentivo fiscal à alimentação saudável, o número de diabéticos pode chegar a 25–30 milhões até 2035.

O Jornal 25News acompanhará a implementação do plano e os indicadores epidemiológicos ao longo de 2026. Porque, no Brasil de hoje, o maior risco à saúde não vem só de vírus ou bactérias — vem também do que colocamos no prato todos os dias.

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