Uma pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha em parceria com a Plataforma Geração Z Brasil (divulgada nesta segunda-feira, 09/02) trouxe um dos dados mais surpreendentes e preocupantes para o futuro do Carnaval de rua no país: 85% dos jovens da Geração Z (nascidos entre 1997 e 2012, hoje com 14 a 29 anos) afirmaram que não pretendem participar de blocos ou festas de Carnaval em 2026 — seja presencialmente ou mesmo acompanhando pela internet/TV.
O levantamento ouviu 4.812 jovens de 16 a 29 anos em 187 municípios de todas as regiões do Brasil entre 28 de janeiro e 6 de fevereiro de 2026. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Principais motivos apontados pelos jovens que rejeitam o Carnaval

- Falta de identificação com o evento – 68% “Não me representa”, “é barulho sem propósito”, “não vejo graça em ficar horas na rua bebendo e dançando o mesmo som”.
- Preocupação com violência e segurança – 59% Aumento de relatos de assédio, arrastões, brigas e uso de drogas em blocos de rua foi citado por quase 6 em cada 10 entrevistados.
- Cansaço e sobrecarga emocional – 54% “Já estou exausto do ano todo, não aguento mais aglomeração”, “preciso de descanso, não de festa”.
- Questões financeiras – 48% Custo de fantasias, bebidas, transporte e alimentação em blocos pagos ou pagos informalmente (“pix da cerveja”) afastou parte significativa da geração que ganha pouco ou depende de mesada.
- Mudança de valores e preferências – 41% Preferência por experiências mais tranquilas, introspectivas ou digitais (jogos online, séries, rolês pequenos com amigos). Muitos disseram que “Carnaval é barulho e exposição; hoje eu prefiro silêncio e conexão real”.
Outros dados relevantes da pesquisa
- Apenas 15% dos jovens da Geração Z disseram que pretendem ir a blocos ou festas de rua em 2026.
- Desses 15%, 72% afirmaram que vão apenas a blocos de rua pequenos, gratuitos e próximos de casa — rejeitando os grandes megablocos.
- 45% dos que vão participar pretendem fazer isso sem beber álcool (maior índice já registrado em pesquisas sobre Carnaval).
- 61% dos que não vão participar disseram que não sentem falta do Carnaval tradicional.
- Quando perguntados sobre o que preferem fazer no período de Carnaval, as respostas mais frequentes foram:
- Ficar em casa assistindo séries/filmes (38%)
- Viajar para locais tranquilos (29%)
- Encontros pequenos com amigos (18%)
- Trabalhar ou estudar (9%)
- “Nada, descansar” (6%)
Interpretações
- Carnavalescos e agremiações: reação de choque e preocupação. Presidentes de blocos como Casa Comigo, Tarado Ni Você e Monobloco admitiram que o público jovem já diminuiu significativamente nos últimos dois anos e que 2026 pode ser o ano do “maior tombo” de participação jovem.
- Especialistas em comportamento: Profª Cláudia Costin (FGV): “É o fim de uma era. A Geração Z rejeita aglomerações, consumo excessivo e festas que não têm propósito claro. O Carnaval clássico está perdendo relevância para eles.” Prof. Jurandir Malerba (UFRJ): “Não é o fim do Carnaval, é o fim do Carnaval como evento de massa obrigatória. A nova geração quer festa com significado, segurança e respeito ao corpo e ao ambiente.”
- Setor turístico e econômico: Hotéis, bares e blocos pagos já registram queda de 25–40% nas reservas de fevereiro em comparação com 2025. A preocupação é que a “fuga” da Geração Z do Carnaval de rua possa impactar fortemente a economia da folia.
O Carnaval de 2026 pode ser o primeiro em que a Geração Z — que já é maioria entre os jovens adultos — majoritariamente não participa do evento de rua. O fenômeno não significa o fim da folia, mas uma reconfiguração radical: menos aglomerações gigantes, mais festas caseiras, rolês pequenos, blocos intimistas e até recusa consciente da bebedeira e da exposição excessiva.
Enquanto os blocos tradicionais tentam se adaptar (com pulseiras de controle de lotação, horários mais curtos e foco em segurança), muitos jovens já decidiram: o Carnaval clássico não é mais para eles. E isso pode mudar para sempre a cara da maior festa popular do país.
O Jornal 25News acompanhará o Carnaval 2026 e trará os números reais de público jovem nos megablocos. Porque, pela primeira vez, a geração que nasceu conectada está dizendo: prefiro ficar em casa do que me perder na multidão. E isso não é apatia — é uma escolha consciente.
Apoio Institucional
Ibrachina – Instituto Sociocultural Brasil-China
APECC – Associação Paulista de Empreendedores
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Calabria – Oportunidades de Negócios
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