A aprovação da Lei 15.269/2025, que abre o mercado livre de energia para todos os brasileiros, está sendo vendida como uma revolução. No entanto, para o especialista e ativista em sustentabilidade Renato Zimmermann, membro do Instituto Nacional de Energia Limpa (INEL), o cenário é menos romântico. Em artigo contundente, Zimmermann alerta que a tal "liberdade" esconde a transferência do monopólio das distribuidoras para um oligopólio de grandes comercializadoras, deixando o consumidor final como alvo de contratos complexos e sem melhorias reais na infraestrutura.
O Alvo do Marketing vs. A Realidade das Redes

O cerne do debate reside na diferença entre escolha comercial e segurança energética. Enquanto o governo e grandes empresas focam na possibilidade de escolher fornecedores, o país continua vulnerável a apagões e eventos climáticos extremos.
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Falsa Inteligência: A "inteligência" das novas regras está em algoritmos de precificação, não em smart grids (redes inteligentes). O sistema brasileiro continua incapaz de integrar fontes de forma resiliente.
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Vulnerabilidade Climática: Em 2023, foram mais de 180 interrupções de larga escala. Em 2025, ondas de calor e enchentes provaram que trocar de fornecedor não impede que a luz caia se a rede física colapsar.
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O Oligopólio das "Prateleiras": A energia está sendo tratada como mercadoria de varejo, ignorando que é um bem público essencial. A promessa de economia de R$ 17,8 bilhões para o Grupo B beneficia margens corporativas, não o investimento em infraestrutura local.

A Verdadeira Saída: Democratização Energética
A solução proposta por Zimmermann é a Geração Distribuída (GD). Para o especialista, a modernização real passa por:
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Descentralização: Painéis solares em telhados, pequenas hidrelétricas comunitárias e baterias locais.
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Autonomia: Capacidade de gerar energia onde ela é consumida (escolas, hospitais, casas), garantindo sobrevivência em crises climáticas.
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Bem Comum: Fortalecer comunidades em vez de alimentar margens de grandes geradoras.
"O Brasil só será moderno quando cada bairro e cada comunidade puder gerar e compartilhar sua própria energia", conclui Zimmermann.
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