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GUERRA PELO SILÊNCIO: Promotores pedem que MP barre acordo para megashows na Avenida Paulista

Seis promotores de Justiça do Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente (GAEMA) do Ministério Público de São Paulo assinaram um manifesto interno pedindo que o próprio MP não homologue o novo Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre a Prefeitura de São Paulo e os organizadores de grandes eventos na Avenida Paulista. O documento, obtido com exclusividade pelo 25News, alega que o acordo atual não garante controle efetivo de ruído e coloca em risco a saúde de pacientes internados em hospitais da região, além de moradores e trabalhadores.

O que diz o manifesto dos promotores

Os seis membros da Promotoria do Meio Ambiente (coordenados pelo promotor Roberto Livianu) argumentam que:

  • O TAC permite níveis de pressão sonora de até 100–105 dB(A) durante shows (medidos a 50 metros do palco), valor que excede em muito os limites da NBR 10.151/2019 (85 dB(A) diurno e 80 dB(A) noturno em áreas mistas) e da Lei Municipal 16.402/2016 (Lei do Silêncio).
  • A Avenida Paulista concentra sete hospitais de grande porte em um raio de 1,5 km (Hospital Sírio-Libanês, Beneficência Portuguesa, Santa Catarina, Oswaldo Cruz, Brigadeiro, Alemão Oswaldo Cruz e o próprio Hospital das Clínicas).
  • Estudos anexados ao documento mostram que níveis acima de 85 dB(A) por mais de 4 horas podem agravar quadros de pacientes com transtornos neurológicos, cardíacos, hipertensos e em pós-operatório, além de causar estresse oxidativo e aumento de cortisol em indivíduos saudáveis.
  • Não há no TAC plano de monitoramento independente em tempo real nem sanções automáticas por descumprimento (apenas advertência e multa posterior, o que os promotores classificam como “ineficaz”).
  • A proposta de “zona de amortecimento” (redução gradual do som em vias laterais) é considerada insuficiente pelos especialistas ouvidos pelo GAEMA.

O que prevê o novo TAC da Prefeitura

  • Assinado em janeiro/2026 entre a Secretaria Municipal de Cultura e os maiores produtores de eventos (Time For Fun, 30 Entertainment, Opus Entretenimento, 5ª Avenida).
  • Permite até 12 megashows por ano na Paulista (capacidade média de 70–100 mil pessoas cada).
  • Horário máximo: até 1h da manhã (com tolerância de 30 min).
  • Multa por excesso de ruído: R$ 50 mil a R$ 500 mil por evento (valor considerado baixo pelos promotores).
  • Obrigação de apresentação de mapa acústico e estudo de impacto de vizinhança (mas sem exigência de aprovação prévia por órgão ambiental independente).

Repercussão até agora

  • Prefeitura (Ricardo Nunes): defende que o TAC “moderniza a Avenida Paulista” e gera R$ 1,2–1,8 bilhão em impacto econômico anual (turismo, transporte, comércio). Afirma que os níveis de ruído serão monitorados por empresa terceirizada credenciada.
  • Movimentos de moradores (“Paulista Mais Silêncio”, “Viva a Paulista Tranquila”): já coletam assinaturas para ação civil pública e manifestaram apoio ao manifesto do MP.
  • Setor de eventos: T4F e Opus afirmam que “o novo TAC é mais rígido que o anterior” e que “sem grandes shows a Paulista perde vitalidade”.
  • Secretaria Municipal de Saúde: silêncio oficial até o momento, mas fontes internas indicam que o setor já enviou parecer técnico contrário à liberação irrestrita.

O manifesto dos seis promotores do GAEMA coloca o MP-SP em posição delicada: homologar o TAC significa endossar níveis de ruído que especialistas consideram perigosos para pacientes hospitalares; rejeitá-lo pode gerar conflito com a Prefeitura e o setor de eventos. A Procuradoria-Geral de Justiça deve decidir nos próximos 15–20 dias se aceita o TAC como está, exige mudanças ou recomenda a suspensão total dos megashows noturnos na Paulista.

O Jornal 25News acompanhará a decisão do MP e eventuais ações judiciais. Porque, quando a Avenida Paulista vira palco de megashows até 1h da manhã, o que está em jogo não é só diversão — é o direito ao silêncio, à saúde e ao descanso de quem vive, trabalha ou se interna na região mais hospitalar da cidade. Em março de 2026, o barulho não é só som: é uma questão de justiça ambiental e sanitária.

  Apoio Institucional

Ibrachina – Instituto Sociocultural Brasil-China
APECC – Associação Paulista de Empreendedores
Shopping Circuito das Compras – O Maior Shopping Popular do Brasil
Calabria – Oportunidades de Negócios
Advocacia Marcovicchio
Lit Pró Digital


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