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ALERTA SANITÁRIO: Hospital Mário Gatti em Campinas isola UTI após surto de superbactéria KPC

O Hospital Mário Gatti, referência em alta complexidade na região de Campinas, isolou completamente sua Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulto após confirmação de surto de Klebsiella pneumoniae carbapenemase (KPC), a superbactéria mais temida do sistema hospitalar brasileiro. Sete pacientes internados na unidade testaram positivo para a enzima KPC em exames laboratoriais realizados entre 26/02 e 01/03, segundo boletim oficial divulgado pela direção do hospital e pela Secretaria Municipal de Saúde de Campinas.

Situação atual da UTI

  • Isolamento total: – UTI adulto fechada para novas internações desde as 15h de 02/03. – Transferência de pacientes estáveis para outras UTIs da rede SUS regional (Hospital de Clínicas da Unicamp, Hospital Ouro Verde e Hospital Celso Pierro). – Pacientes críticos permanecem na unidade sob protocolo reforçado de barreira (EPI nível máximo, isolamento de contato + gotículas + aerossóis).
  • Medidas de contenção imediatas: – Higienização profunda terminal (com hipoclorito de sódio 1% + peróxido de hidrogênio acelerado) iniciada à noite de 02/03. – Descarte de todos os equipamentos não esterilizáveis (colchões, almofadas, cortinas) e esterilização por plasma de peróxido de hidrogênio nos itens possíveis. – Testagem em massa: todos os 42 pacientes da UTI foram retestados (PCR para KPC) e profissionais de saúde expostos também. – Rastreamento epidemiológico: busca ativa de contatos nos últimos 14 dias (incluindo pacientes transferidos e profissionais).
  • Situação clínica dos pacientes: – Dos sete casos confirmados: – 3 em isolamento com infecção ativa (sepse ou pneumonia associada à ventilação). – 4 colonizados (portadores assintomáticos). – Até o momento não há registro de óbitos diretamente atribuídos ao surto atual.

Contexto da KPC no Mário Gatti e na região

  • O hospital já havia enfrentado surtos menores de KPC em 2023 e 2024, controlados com protocolos rigorosos.
  • A bactéria KPC é resistente a quase todos os antibióticos disponíveis no SUS (carbapenêmicos, cefalosporinas, fluoroquinolonas), restando poucas opções como colistina, tigeciclina e ceftazidima-avibactam (disponibilidade limitada).
  • Taxa de mortalidade em infecções invasivas por KPC pode chegar a 40–60% em pacientes graves.

Medidas regionais e estaduais

  • Secretaria Municipal de Saúde de Campinas: decretou alerta epidemiológico local e reforçou a vigilância ativa em todos os hospitais da cidade.
  • Secretaria de Estado da Saúde de SP: enviou equipe do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) e do Instituto Adolfo Lutz para apoio técnico e sequenciamento genético das amostras (para identificar se é o mesmo clone circulante desde 2023).
  • Suspensão de transferências: UTI do Mário Gatti não recebe pacientes novos até liberação (previsão inicial de 7–14 dias, dependendo da eficácia da higienização).

Repercussão e histórico

  • O Mário Gatti é um dos hospitais que mais realizam transplantes e atendem pacientes graves no interior paulista, o que torna o surto especialmente preocupante.
  • Em 2025, o estado de São Paulo registrou mais de 4.800 casos confirmados de infecção por KPC (aumento de 22% em relação a 2024), segundo o Boletim Epidemiológico do CVE.
  • Especialistas ouvidos pelo 25News afirmam que a combinação de alta ocupação de leitos, uso indiscriminado de antibióticos e falhas pontuais na higienização de mãos e equipamentos continua sendo o principal motor dos surtos.

O isolamento da UTI do Hospital Mário Gatti é mais um alerta vermelho para o sistema de saúde paulista: mesmo com protocolos avançados, a KPC continua circulando e causando surtos em unidades críticas. A higienização profunda e o rastreamento epidemiológico são as principais armas agora, mas o episódio reforça que o controle de infecções hospitalares não pode ser tratado como rotina — precisa ser prioridade máxima todos os dias.

O Jornal 25News mantém equipe no local e acompanha em tempo real os resultados das culturas e o avanço da limpeza. Porque, quando sete pacientes testam positivo para uma superbactéria em uma UTI de referência, o que está em risco não é só a vida deles — é a confiança de toda a população na capacidade do sistema público de proteger quem mais precisa. Em 2026, a KPC não é mais “exceção”: é um problema crônico que exige ação urgente e contínua.

  Apoio Institucional

Ibrachina – Instituto Sociocultural Brasil-China
APECC – Associação Paulista de Empreendedores
Shopping Circuito das Compras – O Maior Shopping Popular do Brasil
Calabria – Oportunidades de Negócios
Advocacia Marcovicchio
Lit Pró Digital


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