A apenas 230 km da capital, a "Capital da Cerâmica" se torna o epicentro da arte milenar com o ritual do fogo e programação cultural para toda a família.
Centro Histórico da Cidade de SP, Sexta-Feira, 03 de Abril de 2026
A estância climática de Cunha, conhecida nacionalmente como a "Capital da Cerâmica", inicia nesta semana mais uma edição de seu prestigiado Festival Internacional de Cerâmica. O evento, que atrai artistas de diversos países, oferece aos visitantes a rara oportunidade de presenciar a abertura de fornos de alta temperatura, incluindo o tradicional Noborigama (forno a lenha de origem japonesa), além de uma agenda repleta de shows musicais sem custo de ingresso.
Localizada no alto da Serra do Mar, a cidade se transforma em uma galeria a céu aberto, conectando a tradição oriental à hospitalidade paulista em um roteiro que pode ser feito em apenas 3 horas de viagem saindo de São Paulo.
O Nó Cultural: O segredo dos fornos japoneses
Diferente da cerâmica industrial, a produção em Cunha é baseada no processo de queima em alta temperatura (acima de 1.300°C). O ponto alto do festival é o momento em que os fornos, após dias de queima ininterrupta e outros tantos de resfriamento, são abertos para revelar as peças finalizadas.
Destaques da Programação:
- Abertura de Fornadas: Workshops onde o público vê as peças saindo do forno ainda quentes, exibindo cores e texturas únicas geradas pelas cinzas da madeira.
- Shows Gratuitos: Apresentações de jazz, MPB e música clássica na Praça da Matriz e nos ateliês participantes.
- Intercâmbio Internacional: Oficinas ministradas por ceramistas vindos do Japão, Europa e América Latina.
"O festival não é apenas para especialistas. É um momento de conexão com o fazer manual que encanta crianças e adultos", afirmam os organizadores da associação local de ceramistas.
Linha do Tempo: A Cerâmica que moldou Cunha
Entenda como uma pequena cidade serrana se tornou referência internacional na arte do fogo:
- 1975 – A Chegada: Um grupo de artistas, incluindo o japonês Toshiyuki Akasaka, instala o primeiro forno Noborigama em Cunha, atraídos pela qualidade da argila local.
- Anos 80 – Expansão: Novos ateliês se estabelecem ao longo da Rodovia Cunha-Paraty, criando um corredor artístico permanente.
- 2010 – Título Oficial: Cunha é oficialmente reconhecida como a Capital da Cerâmica de Alta Temperatura no estado de São Paulo.
- 2025 – Modernização: A cidade investe em infraestrutura turística e sinalização para receber grandes eventos internacionais.
- 2026 – O Festival Atual: A edição atual consolida Cunha como um destino de turismo de experiência, unindo gastronomia serrana e arte milenar.
Como chegar e dicas de visitação
O FICC será de 29/03 a 07/06 ocupando diversos pontos da cidade. Para quem sai da capital paulista, o acesso é feito pela Rodovia Presidente Dutra até Guaratinguetá, seguindo pela Rodovia Paulo Virgínio (SP-171). A recomendação é que o visitante reserve ao menos um pernoite para aproveitar os ateliês, que ficam espalhados por áreas rurais de beleza exuberante, além dos campos de lavanda que também são atração na região.
O Valor do Tempo e da Mão: Em um mundo dominado pela produção em massa e pela pressa digital, o festival em Cunha nos convida a desacelerar. Presenciar uma peça de cerâmica ser moldada pela terra e pelo fogo durante dias é um lembrete da importância da paciência e da técnica.
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