Acordo histórico entre produtores e usinas atualiza o modelo de cálculo do Consecana, que não mudava desde os anos 90; veja como isso afeta o preço do etanol e do açúcar em 2026.
Centro Histórico da Cidade de SP.
Já parou para pensar em como é definido o preço do etanol que você coloca no carro ou do açúcar que usa no cafezinho? O mecanismo por trás desse cálculo, que envolve a venda da cana-de-açúcar dos produtores para as usinas, acaba de sofrer a maior mudança em mais de 30 anos. O Consecana (Conselho dos Produtores de Cana-de-Açúcar, Açúcar e Etanol do Estado de São Paulo), homologou nesta semana um novo modelo de precificação, que promete "zerar o nó" de um sistema que parecia viver no passado.
A grande mudança de paradigma, é o fim da dependência do "ATR" (Açúcar Total Recuperável) como única métrica de valor da cana. Desde os anos 90, o produtor recebia com base apenas no que a usina conseguia extrair de açúcar. Agora, o cálculo vai passar a considerar também os custos reais de produção e a eficiência das usinas na hora de vender o produto final (etanol ou açúcar).
ATR vs. Custo Real: O sistema antigo tratava todas as canas de forma igual, ignorando que custos de fertilizantes, diesel e logística mudaram drasticamente. Além disso, quando o preço do açúcar estava nas nuvens, a usina lucrava muito, mas esse ganho não era repassado de forma equilibrada para o produtor da cana.
O Guia Completo do Novo Consecana :
- Receita Bruta x Receita Líquida: O novo cálculo, vai deduzir os custos de produção antes de definir a parte do produtor. Isso significa que, em anos de custo alto, a usina "absorve" parte dessa pancada e o produtor não fica no prejuízo sozinho.
- Fator de Eficiência da Usina: Usinas mais modernas, que vendem etanol a preços melhores, agora vão precisar repassar parte desse valor para quem forneceu a cana. Antes, essa eficiência ficava apenas na usina.
- Revisão Periódica: O modelo não é mais fixo. A cada dois anos, o Consecana vai reavaliar os parâmetros para garantir que o cálculo esteja batendo com a realidade do mercado de 2026, e não com o de 1997.
- Impacto na Produção: A expectativa é de que o novo modelo dê mais segurança jurídica e financeira para os produtores independentes, que fornecem cerca de 30% da cana em São Paulo. Com mais segurança, eles investem mais e a produção de etanol e açúcar cresce.
“O modelo anterior não funcionava mais. Ele era uma camisa de força para o produtor e criava uma relação de desconfiança com a usina. O novo Consecana traz transparência e, o mais importante, compartilha os ganhos e as perdas de forma justa. É o fim de uma era no campo", afirmam líderes de associações de fornecedores de cana em nota oficial.
Fiscalização e Transparência Para garantir que o cálculo esteja certo, o Consecana criou uma câmara de mediação e arbitragem. Além disso, as usinas terão que disponibilizar mais dados sobre os custos e os preços de venda, para que os técnicos do conselho possam validar a base do ATR.
Essa mudança no Consecana é o fim de um "feudalismo" moderno no agronegócio. Se o campo tem lucro, a usina tem lucro. Se a usina tem lucro, ela investe mais e, no fim, a produção de etanol se estabiliza, evitando aquelas altas absurdas na bomba de combustível. Menos burocracia e mais previsibilidade, garantem que o nosso etanol continue sendo a energia que move o pais. A união faz a força de um jeito que a gente nem imaginava!
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