“Dívida Pública Federal bate recorde de R$ 7,49 trilhões em fevereiro: custo aumenta, prazo reduz e emissão líquida atinge valor histórico. Tesouro Nacional analisa impacto interno e externo na gestão da dívida.”
Centro de SP,01.04.25

Em fevereiro de 2025, a Dívida Pública Federal (DPF) alcançou R$ 7,49 trilhões, um aumento de 3,3% em relação a janeiro, devido à emissão líquida de R$ 165,68 bilhões e à apropriação de juros de R$ 73,65 bilhões. No acumulado do ano, os juros somaram R$ 120,03 bilhões. A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) representou R$ 7,17 trilhões, enquanto a Dívida Pública Federal externa (DPFe) atingiu R$ 314,34 bilhões, com alta de 4,15%.
O custo médio da dívida subiu de 11,40% para 11,57%, enquanto o prazo médio reduziu para 4,08 anos. O aumento do custo reflete o aperto monetário do ciclo da Selic. Em fevereiro, foram emitidos R$ 204,40 bilhões, destacando-se a diversificação entre índices pré-fixados, indexados a preços e taxas flutuantes. No âmbito externo, o título Global 2035 gerou US$ 2,5 bilhões com forte demanda de investidores.
Os resgates totalizaram R$ 38,72 bilhões, resultando em emissão líquida recorde. A composição da dívida indicou equilíbrio qualitativo entre índices, com menor percentual de vencimentos em 12 meses. O estoque do Tesouro Direto aumentou para R$ 164,02 bilhões, e as vendas líquidas totalizaram R$ 2,5 bilhões, com maioria das operações de até R$ 1 mil, reforçando a democratização do programa.
Em março, mudanças na política monetária dos EUA reduziram o apetite por risco, enquanto fatores internos, como a divulgação do IPCA-15, impactaram positivamente a curva de juros doméstica. O Tesouro Nacional continua acompanhando os mercados e ajustando estratégias para garantir qualidade e liquidez na gestão da dívida.
Fonte: Ministério da Fazenda

