O general Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil e da Defesa, e o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, ficaram frente a frente em uma acareação no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira, 24 de junho de 2025!
O Que Aconteceu no “Duelo” no STF?

A acareação (um tipo de confronto de depoimentos, onde as pessoas são colocadas frente a frente para explicar suas contradições) durou cerca de 1h30 e foi conduzida pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso. A defesa de Braga Netto pediu esse encontro para tentar esclarecer (ou desmentir!) as acusações de Mauro Cid, que é o delator (quem entrega informações em troca de benefícios na pena) no processo.
A versão da defesa de Braga Netto:
- “Mentiroso”: O advogado de Braga Netto disse que seu cliente chamou Mauro Cid de “mentiroso” duas vezes durante o confronto, e que Cid teria ficado de “cabeça baixa”, sem retrucar.
- Negação Total: Braga Netto negou todas as acusações de Cid, dizendo que manteve sua versão dos fatos e não se envolveu em planos golpistas.
- Anulação da Delação: A defesa de Braga Netto quer usar as supostas contradições de Cid para pedir, de novo, a anulação da delação premiada do tenente-coronel, alegando que ele mentiu e que suas declarações não têm provas.
- Falta de Gravação: O advogado também criticou o fato de a acareação não ter sido gravada em áudio ou vídeo, dizendo que isso prejudica a defesa, pois impede uma verificação mais ampla do que foi dito. Apenas um documento escrito (uma ata) será anexado ao processo.
Os Pontos da “Discordância”: Reunião Secreta e Dinheiro!
A acareação focou em dois pontos principais da delação de Mauro Cid:
- Reunião na casa de Braga Netto: Cid alegou que, em novembro de 2022, houve um encontro na casa do general para discutir um plano secreto chamado “Punhal Verde e Amarelo”, que incluiria monitoramento e até possíveis assassinatos de autoridades como Lula, o vice Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes. Braga Netto nega tudo, dizendo que, se houve algum encontro, foi rápido e sem planos golpistas.
- Entrega de Dinheiro: Cid afirmou que Braga Netto entregou R$ 100 mil em uma caixa de vinho no Palácio da Alvorada para financiar os acampamentos golpistas em frente aos quartéis. Braga Netto nega categoricamente ter entregue qualquer dinheiro.
A Versão da Defesa de Mauro Cid: “Firme e Tranquilo”!
Já a advogada de Mauro Cid negou que ele tenha ficado em silêncio ou de cabeça baixa. Ela afirmou que Cid manteve sua versão e respondeu a todas as perguntas de forma “firme e tranquila”. Segundo a defesa de Cid, ele reiterou todas as suas declarações da delação premiada e não apresentou contradições evidentes.
A acareação foi realizada a portas fechadas, com a presença apenas dos réus, seus advogados, do procurador-geral da República e dos ministros do STF. A ausência de gravação e as versões conflitantes entre as defesas mantêm o caso em aberto. O futuro da delação de Mauro Cid é crucial para o andamento do processo que busca desvendar a suposta trama golpista.
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