O senador Ciro Nogueira (PP-PI), que foi ministro da Casa Civil do governo Jair Bolsonaro e é um importante aliado do ex-presidente, se recusou a assinar o pedido de impeachment (afastamento do cargo) do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes! A atitude do senador gerou indignação entre os bolsonaristas, que o acusaram de “traição”!
“Pauta Impossível”: Por Que Ciro Desistiu?

A declaração de Ciro Nogueira, que foi publicada pela CartaCapital em 6 de agosto de 2025, foi um “banho de água fria” nos planos da oposição.
- Falta de Votos: O senador foi direto ao explicar sua decisão: “Não assinei e não vou assinar o pedido de impeachment do ministro Alexandre. Porque é uma pauta impossível. Nós não temos 54 senadores para aprovar.” Para que o impeachment de um ministro do STF avance, são necessários 54 votos (dois terços) dos 81 senadores.
- Pragmatismo Político: Ciro Nogueira se defendeu, dizendo que é uma pessoa “muito pragmática” (que age de forma prática e realista) e que não perde tempo com pautas que não vão ter sucesso.
O senador também lembrou que o impeachment depende exclusivamente do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que já sinalizou que não pautará o processo.
“Traidor” e “Raposa”: Malafaia Detona Ciro!
A atitude de Ciro Nogueira gerou uma reação furiosa de aliados de Bolsonaro. O pastor Silas Malafaia, um dos principais líderes do movimento bolsonarista, chamou Ciro de “traidor”, “raposa” e “camaleão na política” em um post no Twitter (X). Malafaia acusou Ciro de fazer um “joguinho político psicológico” e questionou sua autoridade para falar pelos outros senadores.
Em resposta, Ciro Nogueira, sem entrar em confrontos diretos, disse: “Pastor Silas, eu não me meto na sua igreja e se o senhor quiser ser senador e se candidatar e liderar o movimento político que quiser será muito bem-vindo.”
O Contexto da Crise: Bolsonaro em Prisão Domiciliar!

A mobilização bolsonarista pelo impeachment de Moraes ganhou força após a decisão do ministro de impor tornozeleira eletrônica e prisão domiciliar a Bolsonaro, em 18 de julho de 2025. O ex-presidente está sendo investigado por suposta tentativa de golpe de Estado em 2022.
A falta de apoio de Ciro Nogueira, um líder influente do Centrão (bloco de partidos do Congresso), pode enfraquecer o movimento bolsonarista, que precisa de votos para que o impeachment avance. A briga entre Ciro e Malafaia mostra as rachaduras na oposição e a dificuldade de união para que as pautas bolsonaristas avancem no Senado.
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