O combate ao crime organizado no centro de São Paulo acaba de ganhar uma vitória de peso! A Polícia Civil deflagrou na manhã desta segunda-feira (13) a “Operação Broken Window 2” contra uma organização criminosa envolvida em roubos e fraudes derivadas da subtração de celulares! A ação policial desmantelou o que foi chamado de “QG do crime” no bairro do Glicério, em São Paulo, onde os criminosos operavam um esquema sofisticado que envolvia invasão de contas bancárias e lavagem de dinheiro com criptomoedas!
O Fio da Meada: O Celular do Procurador de Justiça!

As investigações do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) tiveram início após um furto de alto perfil: o roubo do celular do Procurador de Justiça Dr. Antonio Calil Filho em julho deste ano, na região central da capital, após os criminosos quebrarem o vidro do seu carro.
- O ‘QG do Crime’: A partir do rastreamento do dispositivo, a polícia encontrou um imóvel no bairro do Glicério, identificado como um “verdadeiro QG do crime”! No local, foram apreendidos uma grande quantidade de celulares, máquinas de cartão, roteadores, chips e documentos de procedência ilícita.
- Núcleos Definidos: A análise dos materiais revelou a complexidade da organização, que era dividida em núcleos com funções definidas: ladrões de rua (os que quebravam os vidros), tripeiros (responsáveis pelas contas bancárias usadas nas fraudes) e coordenadores (líderes da organização).
Do Roubo à Lavagem: Fraude com Criptomoedas!
O esquema de roubo e fraude da organização criminosa era sofisticado e envolvia o mercado financeiro.
- Invasão de Contas: O grupo, primeiro, realizava o furto dos celulares e, em seguida, invadia as contas bancárias das vítimas.
- Lavagem com Cripto: Com o acesso aos aplicativos financeiros, os criminosos transferiam os valores para contas de “laranjas” ou “empresas de fachada”, criadas para ocultar a origem do dinheiro e viabilizar a lavagem dos capitais, que era, em parte, investido em criptomoedas!
A Justiça deferiu medidas cautelares, incluindo o bloqueio de todos os ativos da quadrilha, valor que chega inicialmente a pouco mais de R$ 915 mil. Além disso, foi determinada a suspensão das atividades econômicas e a extinção de personalidades jurídicas associadas à organização criminosa, usadas como fachada para lavagem de dinheiro.
A operação, que conta com 60 policiais civis e cumpre quatro mandados de prisão contra os principais líderes, mostra que a polícia está atenta e disposta a combater o crime organizado que usa a tecnologia e o centro de São Paulo para suas fraudes.
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