⚖️ Lula se aproxima de bispo da Assembleia de Deus que apoiou Bolsonaro: os bastidores da nova ponte com o eleitorado evangélico
A articulação começou ainda na transição de governo e tem como principal mediador Jorge Messias, cotado para o Supremo Tribunal Federal
📍 Centro Histórico da Cidade de São Paulo, Sexta-feira, 17 de Outubro de 2025.
Por Konstantino Ferdinandi – Jornal25News – Independente

O gesto simbólico do presidente Luiz Inácio Lula da Silva orando, nesta semana, ao lado do bispo Samuel Ferreira, da Assembleia de Deus de Madureira — líder que declarou apoio a Jair Bolsonaro nas eleições de 2022 — não foi um encontro casual. A cena reflete uma estratégia política em curso desde o fim daquele ano: reaproximar Lula das lideranças evangélicas, historicamente mais alinhadas à direita.
Por trás dessa ponte improvável está o advogado-geral da União e possível futuro ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Jorge Messias. Foi ele quem, ainda durante a transição de governo, buscou abrir diálogo com o campo religioso e reduzir as barreiras criadas pela polarização política.
“Na transição, o Messias me procurou. Ele foi uma ponte pra sair dessa polarização. E está sempre presente”, revelou o deputado Cezinha de Madureira (PSD-SP), um dos principais articuladores da bancada evangélica, que acompanhou o bispo Ferreira na visita ao Planalto.
🕊️ Da resistência à reaproximação
A relação entre o governo petista e o segmento evangélico sempre foi marcada por desconfiança mútua. Durante a gestão Bolsonaro, Messias e o então senador Jaques Wagner (PT-BA) atuaram para aprovar a indicação do pastor André Mendonça ao STF — movimento que, na época, contrariou parte do próprio PT, mas que abriu canais de diálogo com lideranças religiosas.
Agora, com a aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso, a possível nomeação de Jorge Messias ao Supremo reacendeu a aproximação. Fontes do Planalto confirmam que a primeira-dama, Janja da Silva, também vem articulando encontros e iniciativas voltadas a mulheres evangélicas, numa tentativa de reconstruir pontes e suavizar o discurso do governo junto a esse público.
Até esta semana, Lula havia expressado a aliados ceticismo quanto ao apoio evangélico, mas o cenário mudou. A reunião com Samuel Ferreira e Cezinha de Madureira foi considerada um passo político calculado, visando reduzir resistências e ampliar o diálogo com o campo conservador cristão.
✝️ A nova estratégia
O deputado Cezinha afirmou que Messias seria um “excelente ministro do Supremo” e garantiu o apoio integral da bancada evangélica à sua indicação.
“Tem nosso apoio total”, disse.
Mesmo assim, o parlamentar fez questão de manter a ponte com o bolsonarismo, ao declarar que seu grupo não rompeu com o ex-presidente Bolsonaro, que, segundo ele, “está preso injustamente”.
O discurso reforça o tom pragmático da nova fase política: o diálogo com Lula não significa ruptura com o bolsonarismo, mas a abertura de uma via institucional que pode render dividendos futuros no campo da representatividade religiosa.
🔍 Leitura política
A cena de Lula e um bispo bolsonarista lado a lado em oração no Palácio do Planalto sintetiza o reposicionamento estratégico do governo. Mais do que gesto simbólico, o movimento revela a tentativa de recompor a relação do Planalto com o eleitorado evangélico, que representa cerca de 30% da população brasileira e segue como base decisiva em qualquer disputa presidencial.
🤝 Apoio Institucional:
Ibrachina – Instituto Sociocultural Brasil-China
APECC – Associação Paulista de Empreendedores
Shopping Circuito das Compras – O Maior Shopping Popular do Brasil
Calabria – Oportunidades de Negócios
Advocacia Marcovicchio
Lit Digital
📲 Redes e Compartilhamento
Quer entender os bastidores da política e as novas articulações entre fé e poder?
📬 Acesse o portal 25News!
👍 Curta o Facebook
📸 Siga o Instagram
🐦 Acompanhe o Twitter (X)
📤 Compartilhe com quem acompanha de perto os movimentos da política brasileira!

