🙏 Bolsonaro e os evangélicos: a fé usada como espetáculo político!
Editorial – Por Mário Marcovicchio
Centro Histórico da Cidade de São Paulo, Sábado, 06 de Setembro de 2025.
O capitão que virou messias político

Deus entregou a Jair Bolsonaro um governo, pela graça. Em 2018, ergueu-se como o “salvador” de uma multidão, especialmente entre os evangélicos. Carregava a Bíblia debaixo do braço, orava em púlpitos, repetia versículos. Aos olhos de milhões, surgia como o presidente escolhido para “restaurar valores cristãos”.
Mas, ao longo dos anos, sua trajetória revelou algo diferente: mais um ator que recitava textos sagrados para mobilizar uma massa de fiéis, do que um administrador público comprometido. O político militar transformou a fé em instrumento de marketing, em show de palco.
O ilusionista do povo evangélico
Bolsonaro construiu seu carisma como um grande ilusionista. Dizia “faça o que eu digo”, mas vivia distante de suas próprias palavras. Falava de família, mas colecionava escândalos envolvendo filhos, aliados e ... Pregava moralidade, mas convivia com práticas nada republicanas em Brasília. E diante da Televisão falava como um tolo não um estadista ungido por Deus
As falhas técnicas do processo judicial podem até abrir brechas jurídicas. Mas o maior inimigo de Bolsonaro não é o Supremo Tribunal Federal – é ele mesmo. Suas atitudes públicas, contradições e falas inflamadas corroeram a imagem de homem “ungido por Deus” que tentou vender ao povo.
A encenação no altar
Nos cultos e marchas, a cena se repetia: Bolsonaro com olhos marejados, mãos erguidas, cercado por pastores. Mas nos bastidores, o que restava era cálculo político. O púlpito virou palanque. O altar, um palco. A Bíblia, um adereço.
Enquanto isso, muitos líderes evangélicos que antes defendiam o capitão agora recuam. Entenderam que a fé não pode ser sequestrada por um projeto pessoal de poder. O silêncio atual de grandes igrejas e a cautela nos grupos de pastores revelam essa percepção.
O desgaste inevitável
A simpatia entre evangélicos ainda existe, mas perdeu brilho. A adesão cega foi trocada por prudência. Não se trata apenas de julgamentos judiciais: é a constatação de que Bolsonaro foi mais um falastrão que soube manipular símbolos religiosos para manter sua base política aquecida.
Para muitos fiéis, a desilusão é amarga: acreditaram na promessa de um governante cristão, mas receberam um político que fez da fé espetáculo.
Reflexão final
A Bíblia lembra: “Nem todo aquele que diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos Céus”. A trajetória de Bolsonaro diante dos evangélicos ecoa com força essa palavra. Recebeu de Deus, pela graça, um governo. Mas, em vez de honrá-lo com humildade e serviço, desperdiçou-o na vaidade pessoal.
No lugar de semear amor, paz e reconciliação, fez da sua vida pública um campo de guerra, divisão e confrontos.
Como cristão, deveria ter lembrado o que Cristo ensinou “Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra. Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus”.
Agora, diante do STF e da opinião pública, não é apenas o réu Bolsonaro que se julga. É o personagem que encenou a fé, enganou multidões e se revelou incapaz de viver aquilo que pregava.
Se absolvido ou condenado pela Justiça dos homens, pouco importa. O grande julgamento ainda o aguarda: aquele que nenhum tribunal terreno pode evitar.
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