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Brasil precisa de uma ponte com o futuro   

Brasil precisa de uma ponte com o futuro   

Fracasso de Lula e Bolsonaro

Centro de SP, 30.06.25

Por Mário Marcovicchio

 

 

No último domingo, 29 de junho de 2025, a Avenida Paulista foi palco de um ato convocado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sob o lema "Justiça já". No entanto, o evento reuniu o menor número de participantes desde que Bolsonaro deixou o governo, em 2022. Segundo levantamento do Monitor do Debate Público do Meio Digital da Universidade de São Paulo, apenas 12,4 mil pessoas compareceram à manifestação, um sinal claro do esvaziamento do apoio ao ex-presidente.

Os discursos durante o ato se concentraram em críticas ao governo Lula e ao Supremo Tribunal Federal (STF), além de pedidos de anistia para os condenados pelos ataques golpistas de 8 de janeiro. Bolsonaro, que é réu no STF e enfrenta a possibilidade de inelegibilidade até 2030, usou o evento para reafirmar sua influência política, afirmando que, se conseguir 50% da Câmara e do Senado nas próximas eleições, "mudo o destino do Brasil". Essa retórica, no entanto, parece cada vez mais distante da realidade, considerando a queda contínua no número de apoiadores.

Desde fevereiro de 2024, quando 185 mil pessoas estiveram presentes em um ato semelhante, o público tem diminuído drasticamente. Em abril, o número já havia caído para 44,9 mil, e agora, com apenas 12,4 mil participantes, a situação se torna alarmante para os aliados de Bolsonaro. O deputado Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara, atribuiu essa queda à proximidade das férias de julho e ao jogo do Flamengo contra o Bayern de Munique pela Copa do Mundo de Clubes, mas a verdade é que a mobilização parece estar perdendo força.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que se posiciona como um potencial sucessor de Bolsonaro em 2026, também esteve presente e incentivou o público a gritar "Fora PT" e "Volta, Bolsonaro". No entanto, a presença de outros governadores, como Romeu Zema e Cláudio Castro, que não discursaram, pode indicar uma falta de entusiasmo entre os líderes regionais em relação ao ex-presidente.

Bolsonaro, por sua vez, desafiou a esquerda a reunir um terço do público que provocação parece mais uma tentativa de desviar a atenção da realidade do movimento, que enfrenta um momento de fragilidade. A retórica de "Make Brazil great again", em uma clara referência ao slogan de Donald Trump, e as críticas às urnas eletrônicas refletem uma estratégia que, embora ainda ressoe com uma parte de sua base, não é suficiente para mobilizar em massa.

À medida que o ex-presidente se prepara para um julgamento no STF que pode determinar seu futuro político, a necessidade de fortalecer sua base e eleger aliados no Congresso se torna cada vez mais urgente. A possibilidade de um impeachment de ministros do STF, especialmente de Alexandre de Moraes, é uma estratégia que pode ser considerada, mas depende da capacidade de Bolsonaro de recuperar a força de sua mobilização.

Em suma, o ato de domingo não apenas evidenciou a diminuição do apoio ao ex-presidente, mas também levantou questões sobre o futuro do bolsonarismo no Brasil. Com a proximidade das eleições de 2026, será crucial para Bolsonaro e seus aliados encontrar maneiras de revitalizar o movimento e reconquistar a confiança de seus apoiadores. O o tempo está se esgotando.

 

Brasil em busca de rumo: a hora de construir a ponte com o futuro

 

O país clama por um projeto nacional que una eficiência, modernidade e justiça — a ponte que o conectará ao futuro que merece.


O Brasil atravessa um momento decisivo de sua história. A população está cansada de promessas e embates ideológicos estéreis. O que o povo quer é simples e urgente: um projeto de país. Um plano que funcione como ponte entre o Brasil atual — marcado por instabilidade, desgaste político e frustração econômica — e um Novo Brasil, moderno, eficiente e mais justo.

Essa ponte precisa ser construída sobre pilares sólidos: educação de qualidade, responsabilidade fiscal, segurança pública, inovação tecnológica e inclusão social. É ela que permitirá superar o abismo da estagnação e projetar o país rumo ao desenvolvimento sustentável.

No campo político, essa necessidade ganha contornos ainda mais evidentes. O ex-presidente Jair Bolsonaro enfrenta forte desgaste em meio à ampla exposição midiática de seu julgamento, o que tem impactado sua imagem especialmente entre eleitores de direita e centro-direita. Muitos que antes o viam como referência agora buscam novas lideranças com capacidade de apresentar um projeto viável, confiável e inspirador.

Enquanto isso, o governo Lula vê crescer a insatisfação popular frente aos seus tropeços políticos e econômicos. E dentro do PT, a situação é ainda mais delicada: não surgiu nenhuma liderança à altura para substituir Lula. O partido permanece preso ao passado, e a esquerda, sem um novo rumo, parece desorientada e fragmentada.

Neste vácuo de lideranças e ideias, o cenário está aberto para que novas figuras se destaquem, não apenas como alternativas, mas como condutores de um novo pacto com a sociedade brasileira. O futuro da política nacional pode estar nas mãos daqueles que compreendem esse desejo por um país funcional, moderno — e que saibam liderar a travessia pela ponte que nos leva ao amanhã.

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