Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço: Trump e Bolsonaro X Lula e Cristina Kirchner

Editorial do Jornal25News
Editor: jornalista e advogado Mário Marcovicchio
Centro de SP. 08.07.25

Na última segunda-feira, 7 de julho de 2025, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez declarações que agitaram a política brasileira e internacional. Em um gesto de apoio a Jair Bolsonaro, Trump acusou o Brasil de estar conduzindo uma "caça às bruxas" contra o ex-presidente, afirmando que ele "não é culpado de nada, exceto lutar pelo povo". Para Trump, o único julgamento válido sobre o ex-mandatário seria o feito pelos eleitores brasileiros, em uma eleição. A fala, que reverberou rapidamente no Brasil e em outros países, traz à tona não apenas uma questão sobre a crise política e jurídica envolvendo Bolsonaro, mas também um ponto delicado da diplomacia internacional.
No entanto, a própria atitude do presidente Lula, que recentemente, em uma visita à Argentina, fez declarações sobre a ex-presidente Cristina Kirchner, atualmente presa, falando das injustiças que ela teria sofrido. Essa postura de Lula ao se envolver no contexto de outro país, com suas críticas a uma ex-líder em situação de prisão, pode ser vista por alguns como um gesto diplomático questionável, que transita para a área do "interferir", algo que Lula criticou em relação à Trump.
Em resposta a essas declarações, o governo brasileiro, por meio do Palácio do Planalto, não hesitou em afirmar que a defesa da democracia no Brasil é uma questão que diz respeito exclusivamente aos brasileiros.
A Contradição de Lula: O Caso Cristina Kirchner
A postura de Lula na Argentina, ao se envolver diretamente no caso de Cristina Kirchner, ex-presidente da Argentina e atualmente condenada e presa, é, no mínimo, desconcertante. Em sua visita ao país vizinho, Lula não apenas expressou apoio público à ex-presidente, como também levantou um cartaz em defesa de Cristina e contra o governo argentino. Este ato de solidariedade aconteceu em um momento em que Cristina Kirchner, além de ser condenada por corrupção, estava usando tornozeleira eletrônica e enfrentava sérias acusações. Não bastasse isso, Lula também se manifestou sobre a "injustiça" que Kirchner estaria sofrendo, sugerindo que a ex-presidente estava sendo alvo de uma perseguição política.
Essa atitude de Lula, ao intervir publicamente em um caso que deveria ser resolvido pela justiça da Argentina, levanta questionamentos sobre a coerência de sua postura. Lula, que critica a intervenção de Trump nas questões internas do Brasil, parece estar fazendo exatamente o mesmo em relação a outro país. Em vez de respeitar a soberania e a independência das instituições argentinas, ele se torna um ator ativo na política interna da Argentina, atacando decisões e se alinhando com uma ex-presidente condenada. Para alguns, essa é uma clara interferência política, e mais uma evidência de que a diplomacia de Lula é, muitas vezes, conduzida por interesses pessoais e aliados, e não por um respeito real às soberanias nacionais.
Além disso, essa situação expõe uma duplicidade na atuação de Lula, que ao criticar Trump por interferir nos assuntos internos do Brasil, acaba realizando o mesmo tipo de movimento em relação à Argentina. A conclusão óbvia é que, para alguns, a diplomacia de Lula parece ser um jogo de conveniência, que varia conforme seus interesses e aqueles que estão ao seu lado.
Trump Convoca o Congresso Nacional Brasileiro: A Hora de Defender a Soberania Popular
Em contraste com a postura de Lula, que tenta intervir em questões internas de outros países, a convocação feita por Trump ao Congresso Nacional Brasileiro é clara, direta e ainda mais explosiva. O ex-presidente dos Estados Unidos desafiou os deputados, senadores e governadores do Brasil a tomarem uma posição firme em defesa da soberania do povo e do ex-presidente Bolsonaro. Trump não apenas se posiciona a favor de Bolsonaro, como exige que o Congresso se alinhe a ele e defenda uma anistia irrestrita ao ex-presidente, afirmando que o único julgamento legítimo sobre o futuro de Bolsonaro será feito pelos eleitores brasileiros, nas urnas, e não por qualquer outra instância.
Trump convocou o Congresso Nacional do Brasil para que se posicione de maneira ativa, sem receios ou hesitações, defendendo o retorno do debate democrático para as ruas e urnas, onde o povo tem o direito exclusivo de decidir o futuro de seus líderes. Para ele, quem decide o futuro de um país são seus cidadãos — não qualquer outra instância. Com isso, ele dá um recado claro, sem subterfúgios: o povo tem a soberania, e apenas o povo pode julgar seus líderes nas urnas.
Esse apelo de Trump ao Congresso Brasileiro soa como um desafio direto e contundente à política interna do Brasil, exigindo que o país respeite a soberania popular e permita que a democracia se faça nas urnas, não nas decisões de qualquer outra autoridade ou grupo. Ao fazer isso, Trump coloca o Congresso Brasileiro em uma encruzilhada histórica: se posicionar a favor do povo e da democracia, ou ceder às pressões de elites políticas que tentam tomar decisões em nome da soberania do país.
Conclusão: A Diplomacia e a Soberania em Jogo
Enquanto Trump desafia o Congresso Nacional do Brasil a respeitar o direito do povo de decidir o futuro de Bolsonaro, Lula parece viver em um mundo de dupla moralidade, ao intervir na política interna de outros países, como fez na Argentina, ao apoiar publicamente uma ex-presidente condenada e presa. O presidente brasileiro se comporta como se a soberania dos países vizinhos fosse opcional quando seus aliados estão envolvidos, mas critica qualquer movimentação externa que interfira no processo político brasileiro.
A questão central agora para o Brasil é se o Congresso terá coragem de fazer o que Trump pediu, ou se se submeterá à pressão interna e externa para continuar com a situação de Bolsonaro, ignorando a soberania popular. A democracia no Brasil precisa ser feita pelo povo, e não por instâncias externas. Em última instância, a soberania deve ser do povo, e é ele quem deve decidir o futuro de seus líderes — no voto, nas urnas, e não sob a influência de pressões internacionais ou políticas.
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