O escritor Milton Hatoum (membro da Academia Brasileira de Letras) aparece entre os cotados ao Prêmio Nobel de Literatura de 2025, segundo o site britânico NicerOdds. No entanto, em entrevista ao DCM (Diário do Centro do Mundo), o autor de Relato de um Certo Oriente colocou o prestigiado prêmio de US$ 1,2 milhão em segundo plano, afirmando que "a consolidação da democracia no Brasil e a derrota de um candidato nefasto, antidemocrático" valem mais!
O Nobel e a Injustiça Histórica contra a Literatura Brasileira!

Hatoum figura na lista de apostas com chances de 24/1, a mesma atribuída à chilena Isabel Allende. No entanto, ele vê sua vitória como uma "possibilidade muito remota" e usa a oportunidade para criticar a Academia Sueca por ignorar a literatura brasileira no passado.
- Desprezo Histórico: "A Academia Sueca não deu o prêmio para Carlos Drummond de Andrade, por exemplo, e isso foi um erro", disse Hatoum. Ele também lembra de Guimarães Rosa e Clarice Lispector, que, embora geniais, não foram contemplados e tiveram suas obras mal traduzidas por anos.
- O Privilégio do Branco Europeu: O escritor afirma que a Academia Sueca "privilegia escritores europeus e norte-americanos brancos". Ele espera que o brasileiro que vencer o Nobel um dia mencione essas injustiças para dar visibilidade à nossa literatura no mundo todo.
- A Solução: Para Hatoum, o protagonismo da literatura brasileira no exterior depende de uma política cultural robusta, com a Biblioteca Nacional financiando bolsas de tradução e impulsionando novos nomes.
A Extrema-Direita, o Genocídio e a Luta pela Democracia!

A análise de Milton Hatoum vai além da literatura. Ele vê a extrema-direita como uma "força destruidora, aterrorizante e mortífera" que atua em todas as áreas, citando o "martírio do povo palestino" como o maior exemplo disso, e o que está acontecendo na África.
- A Crítica a Tarcísio: O autor ironiza o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ao lamentar a ascensão de um "candidato nefasto, antidemocrático, um crápula com uma máscara de moderado – aliás, essa máscara já caiu" – uma referência direta a Tarcísio, que tem sido o principal alvo da oposição de esquerda.
- A Solução é a Mobilização: Hatoum acredita que "só a mobilização popular será capaz de deter o avanço da extrema-direita". Ele cita as manifestações que derrubaram o projeto de lei que daria imunidade a políticos criminosos (a PEC da Blindagem) como prova de que a mobilização popular funciona.
- Fake News como Propaganda: O escritor defende que o STF (Supremo Tribunal Federal) precisa "fechar as portas dessas fábricas de fake news insidiosas", lembrando que o filósofo alemão Theodor Adorno, em seu ensaio sobre o nazismo e o fascismo, já falava sobre a propaganda manipuladora baseada em "técnicas psicológicas de enganação" (o que hoje chamamos de fake news).
A fala de Milton Hatoum é um manifesto em favor da democracia e contra a polarização política. É a prova de que a literatura não é apenas sobre o leitor, mas também sobre o tempo presente e a luta por um futuro mais justo.
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