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✍️ OLHAR 360 GRAUS, por Mário Marcovicchio. O Nó Político na Gestão Nunes — E a Fissura que Vai Moldar 2026

✍️ OLHAR 360 GRAUS, por Mário Marcovicchio: O Nó Político na Gestão Nunes — E a Fissura que Vai Moldar 2026

A poucos meses da largada oficial para a eleição de 2026, a gestão Ricardo Nunes (MDB) vive seu momento mais instável. O que se apresentava como um governo de continuidade revelou-se uma administração costurada por interesses eleitorais, dependências partidárias e disputas subterrâneas — boa parte delas agora expostas pelo vice-prefeito, Ricardo Mello Araújo (PL).

Centro histórico da Cidade de SP, 24 de Novembro de 2025.

A seguir, o Olhar 360 detalha o enredo completo dessa crise política que a grande imprensa apenas tangencia — mas que define os rumos da maior cidade do país.


1. O Fatiamento que Explodiu: Secretariado sem Raiz na Cidade

Desde o início do mandato, a “cara” da gestão Nunes nunca foi sua. Secretários vindos da Grande São Paulo — e não da capital — ocuparam posições estratégicas.
Orlando Morando (Segurança Urbana) e Rogério Lins (Esportes), ambos ex-prefeitos fora da capital, usaram São Paulo como vitrine para suas campanhas de 2026.

O combo é claro:

  • secretários sem vínculos com SP,
  • secretarias usadas como escritório eleitoral,
  • políticas públicas convertidas em marketing,
  • e o maior exemplo disso: Smart Sampa, convertido em jingle político.

Conclusão: São Paulo virou trampolim. A cidade serviu aos projetos deles — não o contrário.


2. A Dependência do PSDB: As “Viúvas de Covas” no Comando

O ponto mais sensível, porém, é o que muitos evitam dizer:

Nunes nunca governou sozinho.
Ele governa com e para o PSDB — mais precisamente, para o núcleo que continuou operando após Bruno Covas.

Essas figuras — secretários, assessores, diretores e coordenadores — são chamadas internamente de “viúvas de Covas”.

O que significa isso?

  • Controlam pastas centrais.
  • Têm poder real nas decisões.
  • Blindam seus interesses.
  • Impedem mudanças profundas.
  • E transformaram Nunes em refém político.

Nunes é um gestor capturado. O PSDB nunca saiu do Paço Municipal.


3. Mello Araújo: De Vice Decorativo a Ameaça Real

Dentro desse tabuleiro, surge a peça que ninguém do “sistema” conseguiu controlar: Ricardo Mello Araújo.

Colocado na chapa a contragosto — por força de Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas — Mello virou:

  • fiscal interno,
  • crítico público,
  • e a voz que rompeu o silêncio da máquina.

O vice, que conhece o Centro, o crime organizado e o Estado como poucos, já declarou:

  • que há desvios,
  • que existe grande enganação,
  • que faltam médicos, equipes e gestão,
  • e que a narrativa oficial é “maquiada”.

A rejeição a ele dentro da Prefeitura não é por “imaturidade política”.
É por ameaça.

Mello Araújo é o antídoto contra a velha política — por isso precisa ser isolado.


4. O Medo da Possível Assunção: O Dilema Nunes 2026

O cenário fica ainda mais claro quando se fala sobre 2026.

Nunes já sinalizou:

“Farei o que Tarcísio determinar.”

Ou seja: se Tarcísio quiser Nunes candidato ao Governo de SP, Nunes vai.

E o que acontece se Nunes concorrer?

Mello Araújo assume. De verdade. No cargo. Com a caneta.

E é aí que o desespero começa:

  • tentam forçá-lo a manter o secretariado atual;
  • pedem compromissos para preservar cargos e benesses;
  • tentam neutralizá-lo antes de 2026.

Mas o próprio vice já disse:

“Eu trocaria boa parte do secretariado.”

Isso explica o movimento real por trás dos bastidores:
o pavor do atual staff em perder o controle de São Paulo.

Se Mello assumir, desmonta o sistema — e isso os apavora.


CONCLUSÃO DO OLHAR 360

A crise na gestão Nunes não é simples “tensão eleitoral”.
É o choque entre:

o establishment da velha política tucana, que ainda governa a cidade;
um prefeito dependente, sem base própria;
secretários que usam São Paulo como vitrine eleitoral;
um vice que rompeu o silêncio e virou fator de risco interno.

2026 não será apenas uma eleição.

Será o acerto de contas entre dois projetos:

  • Um sistema que se recusa a largar o poder.

  • E uma figura — Mello Araújo — que ameaça quebrar esse ciclo.


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