As três maiores sociedades médicas brasileiras que tratam de obesidade e diabetes divulgaram uma nota conjunta detonando a decisão do governo de não incluir as canetas emagrecedoras de liraglutida e semaglutida (do famoso Ozempic e Wegovy) no Sistema Único de Saúde (SUS)! As entidades afirmam que a decisão, baseada no alto custo, está gerando uma “elitização” do tratamento no país.
Remédios Caros e a “Elitização” do Tratamento!

A Comissão Nacional de Incorporações de Tecnologias (Conitec), que é o órgão do governo que decide quais tratamentos e remédios entram no SUS, anunciou na última quarta-feira (20 de agosto de 2025) que não vai incluir os dois medicamentos na rede pública. O principal motivo é o alto custo!
- R$ 3,4 Bilhões em 5 Anos: A Conitec calculou que a inclusão dos dois medicamentos poderia gerar um gasto mínimo de R$ 3,4 bilhões em cinco anos, podendo chegar a até R$ 7 bilhões!
- Críticas Fortes: Em uma nota conjunta, a Abeso, a SBD e a SBEM (as três maiores sociedades médicas do país nessas áreas) disseram que a decisão por não oferecer os dois remédios na rede pública “fere os beneméritos princípios de equidade, universalidade e integralidade do SUS”. As entidades argumentam que, no Brasil, o acesso a esses remédios “é exclusivo apenas para quem consegue pagar”!
A Contradição da Sibutramina e o Problema dos Ultraprocessados!

As sociedades médicas usaram um outro exemplo para contestar o argumento do alto custo: o remédio sibutramina. Ele é um medicamento de baixo custo para o tratamento da obesidade, que tem um custo mensal de menos de R$ 30, mas que também não foi avaliado pela comissão do SUS, mesmo com o pedido das sociedades médicas em dezembro de 2024!
- Culpa dos Ultraprocessados? As entidades também mencionam a falta de restrições aos ultraprocessados (alimentos industrializados), que são apontados por cientistas como uma das causas da epidemia de obesidade no mundo.
- Macarrão Instantâneo na Cesta Básica: A nota critica, por exemplo, a inclusão de macarrão instantâneo na cesta básica, e a ausência de sucos açucarados na lista de impostos seletivos, que inclui apenas refrigerantes.

A decisão de não incluir os medicamentos no SUS afeta com mais força as populações vulneráveis, principalmente as mulheres negras periféricas de baixa renda, que são as mais afetadas pela obesidade nos últimos anos.
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