logotipo vitrine da Paulista

A romantização do cansaço: quando estar sempre exausta virou normal?

A romantização do cansaço: quando estar sempre exausta virou normal?

Produtividade excessiva, cobranças sociais e desigualdade ajudam a transformar o esgotamento feminino em algo comum — e até admirado

Centro Histórico da Cidade de São Paulo, quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Por Arianne Marcovicchio | Jornal25News – Independente

“Estou cansada” virou uma das frases mais repetidas entre mulheres. Mais do que um desabafo, o cansaço constante passou a ser tratado como sinal de força, maturidade e responsabilidade. Mas quando a exaustão deixa de ser um alerta e passa a ser normalizada, algo está errado.

O cansaço como símbolo de valor

Na sociedade atual, estar ocupada o tempo todo é frequentemente associado a sucesso. Para muitas mulheres, isso se intensifica: trabalhar, estudar, cuidar da casa, da família, da vida emocional e ainda manter uma imagem de equilíbrio virou uma exigência silenciosa. O resultado é a ideia de que descansar é preguiça, enquanto o esgotamento é mérito.

Essa lógica reforça um padrão perigoso, em que o corpo e a mente são ignorados em nome da produtividade.

A sobrecarga invisível feminina

Dados mostram que mulheres dedicam mais horas ao trabalho doméstico e ao cuidado de outras pessoas, mesmo quando também estão inseridas no mercado de trabalho. Essa dupla, ou tripla, jornada raramente é reconhecida, mas cobra um preço alto: fadiga crônica, ansiedade, culpa ao descansar e dificuldade em estabelecer limites.

Além disso, o cuidado emocional, ouvir, acolher, organizar, lembrar,  também recai majoritariamente sobre mulheres, aumentando o desgaste psicológico.

Redes sociais e a estética do esgotamento

Nas redes, a exaustão ganhou uma estética própria. Frases como “correria”, “sem tempo pra nada” e “sobrevivendo” são compartilhadas com humor, reforçando a ideia de que viver no limite é normal. Esse tipo de conteúdo, embora pareça inofensivo, ajuda a mascarar sinais de burnout e adoecimento mental.

Especialistas alertam que a comparação constante intensifica a sensação de insuficiência: se todas estão cansadas e dando conta, por que eu não consigo?

Os impactos na saúde mental

A romantização do cansaço contribui para o aumento de quadros de ansiedade, depressão e síndrome de burnout, especialmente entre mulheres jovens. A dificuldade de reconhecer o próprio limite faz com que muitas só procurem ajuda quando o corpo já dá sinais mais graves, como insônia persistente, crises de ansiedade e esgotamento físico.

Descansar, nesse contexto, deixa de ser cuidado e passa a ser motivo de culpa.

Descansar também é um ato de resistência

Questionar a normalização do cansaço é um passo importante para mudar essa lógica. Descansar não deveria ser visto como recompensa, mas como necessidade básica. Reconhecer limites, dividir responsabilidades e valorizar o tempo de pausa são formas de enfrentar uma cultura que transforma exaustão em virtude.

Falar sobre o cansaço feminino não é fraqueza, é um alerta social.


APOIO INSTITUCIONAL

Ibrachina – Instituto Sociocultural Brasil-China

APECC – Associação Paulista de Empreendedores

Shopping Circuito das Compras – O Maior Shopping Popular do Brasil

Calabria – Oportunidades de Negócios

Advocacia Marcovicchio

Lit Digital


REDES SOCIAIS

Quer saber tudo em tempo real?

Curta nossa página no Facebook

Siga no Instagram

Acompanhe no X (Twitter)

Compartilhe essa matéria com seus amigos e familiares!

Share this post :

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
0 Pessoas +

comentaram esta matéria

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Divulgue seu negócio ou serviços.

Seu anúncio Aqui! (365 x 270 px)
Últimas Notícias
Categorias

Insceva-se

Faça sua inscrição para receber conteúdos exclusivos em primeira mão.