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AJUSTE FISCAL: Lula sanciona corte em incentivos e veta manobra do “Orçamento Secreto”

Em uma movimentação decisiva para o fechamento das contas públicas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, na noite desta sexta-feira (26), a lei que promove um corte linear de 10% em incentivos fiscais. A medida é a principal aposta da equipe econômica para alcançar a meta de superávit primário de R$ 34,3 bilhões em 2026. Contudo, o texto não passou ileso: Lula vetou um "jabuti" — termo político para temas estranhos ao projeto original — que permitiria o pagamento de R$ 1,9 bilhão em emendas remanescentes do extinto Orçamento Secreto.


O Fim da Brecha das Emendas ️

O veto ao trecho que tentava revalidar "restos a pagar" desde 2019 foi fundamentado em uma decisão do ministro Flávio Dino (STF). O Supremo enxergou na manobra parlamentar uma tentativa de burlar a inconstitucionalidade das emendas de relator (RP-9).

  • Insegurança Jurídica: Segundo a Casa Civil, a execução desses valores contrariaria o interesse público e desrespeitaria as cautelares da Suprema Corte.

  • Fiscalização: O Ministério do Planejamento recomendou o veto para evitar que o Orçamento fosse onerado por despesas sem transparência ou critérios técnicos de eficiência.


O "Pente-Fino" na Arrecadação: O que muda para o contribuinte?

A nova legislação foca no aumento da carga sobre setores específicos para compensar a renúncia fiscal de outras áreas:

Setor/Aplicação Situação Atual Nova Alíquota Cronograma
Bets (Apostas) 12% sobre receita bruta 15% Aumento de 1 p.p. ao ano até 2028
Fintechs (Menores) 9% (CSLL) 15% Sobe para 12% em 2026; 15% em 2028
Fintechs (Maiores) 15% (CSLL) 20% Sobe para 17,5% em 2026; 20% em 2028
JCP (Acionistas) 15% (Retenção) 17,5% Vigência imediata para distribuição


O Que Esperar de 2026?

A sanção desta lei é o primeiro passo para o governo tentar entregar, pela primeira vez no mandato, um resultado fiscal positivo. Especialistas alertam que, embora a arrecadação de R$ 20 bilhões seja expressiva, o crescimento de 5% das despesas totais acima da inflação continua sendo o principal desafio para a sustentabilidade do arcabouço fiscal.



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