O setor de prédios corporativos em São Paulo registrou o maior volume de locações dos últimos sete anos no terceiro trimestre de 2024, impulsionado pela recuperação econômica e pela volta de trabalhadores ao expediente presencial, segundo a consultoria Newmark.
No período, foram fechados contratos de aluguel (ou absorção bruta) que totalizaram 168 mil m² – equivalente a 21 campos de futebol –, representando um crescimento de 68% em relação ao mesmo trimestre de 2023. A absorção líquida, que considera o saldo entre áreas locadas e devolvidas, subiu ainda mais: 84 mil m², um aumento de 134% na mesma comparação anual.
O aumento da atividade de locação derrubou o índice de vacância, que passou de 24,1% em 2023 para 20,9% em 2024 nos edifícios de alto padrão da capital paulista. O setor, duramente impactado pela pandemia, agora dá sinais consistentes de recuperação, conforme as empresas reduzem o home office e retomam o trabalho presencial.
“A retomada foi consistente este ano e pegou tração”, afirma Mariana Hanania, líder de pesquisa da Newmark. Até setembro, a absorção líquida já era 55% superior ao total registrado em 2023, somando 220 mil m².
Hanania destaca que o crescimento se deve à retomada econômica, com geração de empregos, e à revalorização do espaço físico pelas empresas, que voltaram a priorizar a ocupação dos escritórios.
No terceiro trimestre, destacaram-se locações como as da Editora Globo, com 6,5 mil m² no Edifício Rive One; da Uber, que ocupou 4,2 mil m² no Faria Lima Plaza; e da Zamp, proprietária do Burger King no Brasil, que alugou 3,4 mil m² no Pinheiros Ones.
A expectativa para os próximos meses é de manutenção do aquecimento no mercado, o que pode impulsionar os preços dos aluguéis. Hoje, a média já chega a R$ 107 por metro quadrado, com alta de 13,4% em relação ao ano anterior.

