BC segura os juros mais uma vez e deixa o governo pistola
Selic continua em 15% ao ano pela 3ª vez seguida — decisão era esperada, mas o clima entre o Banco Central e o governo Lula tá pegando fogo.
Centro Histórico da Cidade de São Paulo, 05 de Novembro de 2025
Por Gabriel Marcovicchio – Jornal25News Teen

O Banco Central (BC) decidiu, mais uma vez, não mexer nos juros.
O Copom (Comitê de Política Monetária) manteve a taxa Selic em 15% ao ano — o maior patamar em quase 20 anos — e essa já é a terceira reunião seguida em que o valor não muda.
A decisão foi unânime entre os diretores e era exatamente o que o mercado financeiro esperava. Mas… o governo Lula não curtiu nada.
Haddad tá na bronca
Um dia antes do anúncio, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, mandou o recado:
“Se eu fosse diretor do BC, votaria pra reduzir os juros.”
Segundo ele, o atual nível da Selic é “insustentável” e segurar tanto assim trava a economia.
O discurso dele bate direto com o que o presidente Lula vem dizendo há meses — e não é segredo que o Palácio do Planalto quer ver os juros caindo logo.
E lá fora? Os EUA já cortaram!
Enquanto o Brasil segura os 15%, o Fed (Banco Central dos EUA) cortou os juros deles pra entre 3,75% e 4% ao ano.
Resultado: a diferença entre as taxas dos dois países tá em 11 pontos percentuais, uma das maiores do mundo!
O que isso significa?
Quando o BC mantém os juros altos, ele tenta frear a inflação, mas isso também freia o crescimento da economia.
É tipo puxar o freio de mão pra não perder o controle — só que o carro (o país) anda devagar.
O Copom diz que ainda é cedo pra cortar, porque a inflação não voltou pro centro da meta, que é de 3%.
No entanto, os analistas do Boletim Focus acreditam que o IPCA (índice oficial de preços) vai fechar 2026 em 4,2% e 2027 em 3,8% — ou seja, tá melhorando, mas não tá perfeito.
Como anda a economia?
Mesmo com os juros altos, o mercado de trabalho continua firme:
- Desemprego tá em 5,6%, o menor desde 2012
- O dólar tá comportado
- E as tensões com os EUA diminuíram depois que Lula e Trump (sim, ele voltou!) tiveram um encontro na Malásia pra discutir tarifas e comércio internacional.
Mas o crescimento do país segue devagar, e muita gente já teme que os juros altos deixem o Brasil sem fôlego no começo de 2026.
E agora?
O Copom volta a se reunir nos dias 9 e 10 de dezembro, no último encontro do ano.
Vai ser também a despedida de dois diretores indicados ainda no governo Bolsonaro.
A dúvida é: com novas caras no BC, será que 2026 começa com corte de juros?
Gabriel Marcovicchio
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