Corregedoria da Policia Civil afasta policiais acusados de corrupção no caso da execução de empresário no aeroporto de Guarulhos
A Polícia Civil afastou os agentes citados no acordo de colaboração firmado pelo Ministério Público com Antônio Vinícius Gritzbach, morto na sexta-feira (8), no Aeroporto Internacional de Guarulhos.
15.11.24
Determinação partiu da Delegacia Geral de Polícia; força-tarefa da Secretaria da Segurança Pública acompanha as investigações
A Polícia Civil afastou os agentes citados no acordo de colaboração firmado pelo Ministério Público com Antônio Vinícius Gritzbach, morto na sexta-feira (8), no Aeroporto Internacional de Guarulhos. A Corregedoria representou junto ao Poder Judiciário pelo compartilhamento de informações, que estão sob sigilo, para que sejam utilizadas nos respectivos procedimentos administrativos disciplinares já instaurados.
De acordo com a Delegacia Geral de Polícia, que determinou a o remanejamento, os policiais citados em depoimento realizado pelo réu foram afastados das atividades operacionais para funções administrativas.
Antônio Vinícius Gritzbach era investigado pelo envolvimento com uma facção criminosa. Ele foi acusado de lavagem de dinheiro do bando e por mandar matar dois criminosos da facção. Na colaboração para atenuar a pena, o réu citou agentes públicos, segundo a promotoria.
O procedimento aberto na Corregedoria da instituição em outubro, portanto, antes da morte do réu, já apurava o envolvimento dos policiais com providências administrativas preliminares para individualização da conduta de cada um. “Para a instauração posterior da sindicância ou Processo Administrativo Disciplinar precisamos fundadas suspeitas e justa causa mais apurada”, explicou o delegado-geral de Polícia, Artur Dian.
Afastamento de policiais militares
A força-tarefa da Secretaria da Segurança Pública (SSP) determinou o afastamento de policiais militares que são investigados pela corregedoria da PM por meio de um inquérito policial militar instaurado há mais de um mês. Eles atuavam na escolta do réu, a atividade que fere o regulamento disciplinar da instituição.
O documento, confirmando o afastamento de todos os militares, foi assinado pelo coronel Fábio Sérgio do Amaral, chefe da Corregedoria da PM e integrante da força-tarefa. Os celulares de todos os policiais que estavam no dia do crime foram apreendidos e passam por análise.
Força-tarefa criada pela SSP
A força-tarefa que acompanha as investigações foi criada na segunda-feira (11) por meio de uma resolução publicada no Diário Oficial do Estado por determinação do secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite. “Nós criamos essa força-tarefa para dar uma resposta a esse caso o mais rápido possível. O objetivo de todas as forças de segurança é identificar, qualificar e prender os criminosos envolvidos nesse crime”, afirmou o chefe da pasta.
O grupo é coordenado pelo secretário-executivo da SSP, delegado Osvaldo Nico Gonçalves. Além dele, participam o delegado Caetano Paulo Filho, do Departamento de Inteligência da Polícia Civil, a delegada do DHPP, Ivalda Aleixo, o coronel Pedro Luís de Souza Lopes, chefe do Centro de Inteligência da PM, o coronel Fábio Sérgio do Amaral, da Corregedoria da PM, e a perita criminal Karin Kawakami de Vicente. Integrantes do Ministério Público e da Polícia Federal também acompanham os trabalhos. Eles foram convidados para participar das investigações por meio do compartilhamento de informações.
Investigações
O crime que aconteceu na semana passada é investigado pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). As mochilas com armas de fogo usadas no crime foram encontradas no sábado (9) nas imediações do aeroporto. A Polícia Técnico-Científica realiza exames periciais complementares, inclusive com emprego de técnicas de coletas papiloscópicas. Os agentes apreenderam dois fuzis 762 e um fuzil 556, uma pistola 9 milímetros, uma placa automotiva, além dos carregadores e munições dessas armas.
POLICIAIS MILITARES AFASTADOS E INVESSTIGADOS
Força-tarefa da SSP afasta policiais investigados pela Corregedoria da PM
Grupo vai auxiliar nas investigações e acompanhar envolvimento de agentes públicos
Terça-feira, 12/11/2024 09:50
Por Guilherme Lopes
A força-tarefa criada pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) determinou o afastamento de oito policiais militares que são investigados pela Corregedoria da instituição.
Um inquérito policial militar instaurado pela Corregedoria da PM há mais de um mês apura o envolvimento dos policiais na escolta do homem que foi assassinado na área de desembarque do Aeroporto Internacional de Guarulhos, na sexta-feira (8).
O documento, confirmando o afastamento de todos os militares, foi assinado pelo coronel Fábio Sérgio do Amaral, chefe da Corregedoria da PM e integrante da força-tarefa. Os celulares de todos os policiais que estavam no dia do crime, exercendo a atividade que fere o regulamento disciplinar da instituição, foram apreendidos e passam por análise.
A Corregedoria da Polícia Civil também acompanha os policiais civis que foram citados no acordo de colaboração firmado pelo Ministério Público. Parte dos documentos foi encaminhada à instituição, que deu início em outubro a uma apuração sigilosa, com providências administrativas preliminares para individualização da conduta de cada um.
“Para que possamos fazer um afastamento, pela lei orgânica, é necessário um procedimento administrativo disciplinar que não paire dúvidas sobre autoria e materialidade. É isso que estamos buscando via inquérito para reunir o maior número de provas”, explicou o delegado-geral, Artur Dian. A Corregedoria busca, a partir das informações, elementos concretos que vão embasar o inquérito que investiga os agentes.
A força-tarefa que acompanha as investigações do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) foi criada na segunda-feira (11) por meio de uma resolução publicada no Diário Oficial do Estado por determinação do secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite. “Nós criamos essa força-tarefa para dar uma resposta a esse caso o mais rápido possível. O objetivo de todas as forças de segurança é identificar, qualificar e prender os criminosos envolvidos nesse crime”, afirmou o chefe da pasta.
O grupo é coordenado pelo secretário-executivo da SSP, delegado Osvaldo Nico Gonçalves. Além dele, participam o delegado Caetano Paulo Filho, do Departamento de Inteligência da Polícia Civil, a delegada do DHPP, Ivalda Aleixo, o coronel Pedro Luís de Souza Lopes, chefe do Centro de Inteligência da PM, o coronel Fábio Sérgio do Amaral, da Corregedoria da PM, e a perita criminal Karin Kawakami de Vicente. Integrantes do Ministério Público e da Polícia Federal também acompanham os trabalhos. Eles foram convidados para participar das investigações por meio do compartilhamento de informações.


