A Prefeitura de São Paulo iniciou a demolição do Teatro de Contêiner, espaço ocupado pela Cia. Mungunzá desde 2017 na Rua dos Gusmões, no Centro Histórico. A ação, realizada por uma equipe da Subprefeitura da Sé com apoio da Guarda Civil Metropolitana, ocorreu após meses de impasse jurídico e administrativo, e marca o fim de uma das ocupações culturais mais simbólicas e longevas da cidade nos últimos anos.
Centro histórico da Cidade de SP, 28 de março de 2026
O que era o Teatro de Contêiner

- Estrutura modular formada por contêineres marítimos adaptados, montada em um terreno público cedido em comodato.
- Funcionou como teatro, escola de artes, centro cultural e ponto de resistência artística no Centro degradado.
- A Cia. Mungunzá realizou mais de 1.200 apresentações, oficinas e ações comunitárias, atendendo especialmente jovens da região.
- O espaço era conhecido pela programação experimental, debates políticos e forte vínculo com movimentos de moradia e cultura popular.
Motivo da demolição
- O terreno faz parte de um projeto maior da Prefeitura para construção de habitação popular (unidades do programa Minha Casa Minha Vida e moradia social).
- A gestão Nunes alegou que o comodato expirou em 2024 e que não houve acordo para renovação.
- A demolição foi autorizada após decisão judicial que determinou a desocupação do imóvel para dar prosseguimento às obras de habitação.
Reação da classe artística e da Cia. Mungunzá

- Debora Lamm (atriz e diretora, ex-colaboradora da Mungunzá): “Demolir um teatro que funcionava há quase uma década com programação gratuita é um ato de violência simbólica contra a cultura da cidade. O Centro não precisa de mais concreto — precisa de mais arte.”
- Cia. Mungunzá (nota oficial): “Lamentamos profundamente a forma sumária como a demolição foi realizada. Questionamos os custos envolvidos no desmonte e na remoção dos contêineres, enquanto a cidade sofre com falta de espaços culturais acessíveis.”
- Movimentos culturais: Artistas, produtores e entidades como a Cooperativa Paulista de Teatro e a Frente de Luta por Moradia criticaram a “prioridade absoluta à habitação sem diálogo com a cultura”. Muitos questionam por que o projeto habitacional não pôde conviver com o equipamento cultural.
Argumentos da Prefeitura
- O terreno é público e destinado prioritariamente à moradia social.
- A ocupação era temporária e o comodato não foi renovado.
- A demolição foi feita de forma “ordenada” e os contêineres serão reutilizados em outros projetos sociais da Prefeitura.
O Teatro de Contêiner deixa de existir fisicamente após quase nove anos de intensa atividade cultural. Sua demolição simboliza o conflito crescente no Centro de São Paulo entre a urgência por habitação popular e a necessidade de manutenção de espaços culturais independentes e acessíveis.
A classe artística cobra transparência sobre os custos da operação e questiona se não haveria alternativas de coexistência. Enquanto isso, a Prefeitura segue com o cronograma de obras de habitação no local.
O Jornal 25News acompanhará o destino dos contêineres e os próximos passos do projeto habitacional. Porque, quando um teatro é demolido para dar lugar a moradia, o dilema não é simples: é preciso escolher entre teto e palco, ou encontrar uma forma de garantir os dois. Em 2026, São Paulo ainda busca essa resposta no coração do seu Centro Histórico.
Apoio Institucional
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