A tecnologia está cruzando a fronteira existencial e invadindo o mundo dos mortos! O professor Glauco Arbix, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, publicou um artigo contundente alertando que a IA que "ressuscita os mortos" ameaça nossa compreensão da realidade e a forma como processamos e lidamos com a perda e o luto! Empresas que oferecem "tecnologias de luto" (como You, Only Virtual e ProjectDecember) usam IA generativa para dar vida e conversar com quem já se foi, mas o risco ético e psicológico é gigantesco!
O Salto da Tecnologia: Do Mito à Clonagem Digital!

Para o professor Arbix, a morte deixou o mundo encantado dos mitos para fundir o real, o irreal e o surreal. A IA, que pode fazer bondades (medicamentos, diagnósticos), também está fazendo "maldades" ao irromper no mundo dos mortos.
- O Monstro de Shelley: Arbix lembra do romance Frankenstein, de Mary Shelley, que feriu os sentimentos da perda e do luto. Agora, a IA está produzindo "Frankensteins em massa", reanimados como "almas digitais".
- Chatbots do Luto: Chatbots especializados em clonagem digital (como o Robo Dad) geram mal-estar ao criar imagens com falas e gestos escolhidos com base no que, probabilisticamente, parece soar o mais razoável para os algoritmos!
- Corrosão da Realidade: O professor questiona: "Que legitimidade tem a IA para controlar a memória, a identidade e o legado dos que já morreram?" A sofisticação de recursos (um punhado de fotos e 30 segundos de áudio) corroem a compreensão coletiva do real e traem nosso compromisso básico com a realidade!
Os Riscos Éticos: De Martin Luther King a Elis Regina!

O debate ético vai além da clonagem de anônimos! A IA já tem sido usada para deturpar a imagem de figuras históricas e celebridades.
- Desrespeito à Memória: Arbix cita o caso de Malcolm X e Martin Luther King, que foram corrompidos por vídeos distorcidos que os retratam de forma racista ou grosseira. A filha do ator Robin Williams, Zelda Williams, chegou a implorar para que o TikTok deixasse de estampar imagens e vídeos desrespeitosos de seu pai!
- O Caso Elis Regina: Um pedacinho dessa polêmica chegou ao Brasil por um vídeo da Elis Regina (realizado com autorização da família). O drama é que "ninguém sabe – nem saberá – se a Elis concordaria em participar de um comercial de TV"!
A crítica é profunda: as simulações de IA cruzam a fronteira existencial de modo interativo. Chatbots não são mágicos, mas matemáticos, e o risco é que a sociedade enfraqueça sua existência ao tentar suavizar as arestas da morte, com a corrosão do apreço pela impermanência.
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