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MEGAOPERAÇÃO EM SP: POLÍCIA CIVIL DÁ O MAIOR BLOQUEIO DA HISTÓRIA — R$ 6 BILHÕES DO CRIME ORGANIZADO FORAM CONGELADOS

 


MEGAOPERAÇÃO EM SP: POLÍCIA CIVIL DÁ O MAIOR BLOQUEIO DA HISTÓRIA — R$ 6 BILHÕES DO CRIME ORGANIZADO FORAM CONGELADOS

Deic faz ataque cirúrgico no bolso da facção: carros de luxo, mansões, empresas-fantasmas e um sistema milionário de lavagem caem por terra.

Centro Histórico da Cidade de São Paulo, Sábado, 06.12.2025
Por Konstantino — Jornal25News Policial


Quando o sol nem tinha levantado, a Polícia Civil já estava no modo full operação. E o resultado? Histórico. Inédito. Gigantesco.
A Operação Falso Mercúrio, deflagrada nesta quinta (4), deixou o crime organizado de São Paulo sem ar: R$ 6 BILHÕES foram bloqueados judicialmente — o maior baque financeiro que o Deic já aplicou desde que existe.

Não é exagero: é a maior investigação patrimonial e financeira já feita contra uma rede de lavagem ligada diretamente ao PCC.

E os números mostram o tamanho do estrago:

257 carros de luxo apreendidos (supermáquinas de milhões)
49 imóveis bloqueados (mansões, galpões, áreas comerciais)
Contas congeladas: 57
Dinheiro em dólar e euro recolhido
Armas apreendidas
Empresas investigadas: 49, entre padarias, adegas, concessionárias e fintechs

A operação destruiu a espinha dorsal financeira de um dos braços mais sofisticados da facção.


Nico: “Fizemos a facção sangrar onde mais dói: no bolso”

O Secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, celebrou o golpe:

“É uma das maiores operações já deflagradas contra a lavagem de capitais. Eles viviam no luxo com o dinheiro do crime. Hoje nós avançamos contra essa rede criminosa.”

É o tipo de declaração que não precisa tradução:
O recado foi dado.


O esquema da lavagem: um “banco clandestino” a serviço do crime

As investigações da 3ª DIG (Deic) revelaram algo digno de série policial:

A quadrilha era praticamente uma empresa de consultoria financeira do crime.

Com um cardápio de 49 empresas — incluindo até padarias e fintechs — o grupo oferecia aos criminosos:

✔️ ocultação de valores
✔️ circulação de dinheiro
✔️ emissão de notas
✔️ tratamento de capital ilícito como se fosse “limpo”

Tráfico, estelionato, jogos de azar… tudo passava por eles.
E o dinheiro voltava “clareado”, pronto para comprar imóveis, carros, viagens e mais empresas.

Segundo o delegado-geral Artur Dian:

“Esse dinheiro sujo ganhava um ar de licitude dentro dessas empresas.”

Agora não ganha mais.


Preso? Não. Foragido.

Um dos beneficiários do esquema é um homem foragido da Justiça, suspeito de envolvimento na execução de Antonio Gritzbach, em novembro de 2024, no Aeroporto de Guarulhos.

A operação cumpriu 48 mandados de busca e apreensão contra endereços ligados à organização.

Seis continuam fugindo, mas com o rombo financeiro aplicado hoje, é questão de tempo até aparecerem.


Segunda fase: o bote final

A Operação Falso Mercúrio está em sua segunda fase.
A primeira, em julho, já havia apertado o cerco com 21 mandados de busca.

Agora, o cerco fechou.

O diretor do Deic, Ronaldo Sayeg, resumiu o impacto:

“Mesmo que nem todos os carros tenham sido apreendidos, estão bloqueados. Não podem ser vendidos nem usados. As contas estão congeladas. Eles não conseguem fazer muita coisa sem dinheiro.”

Para o crime, é como perder oxigênio.
Para o Estado, é a arrancada certa rumo ao desmonte financeiro da facção.


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Coletiva de imprensa sobre a Operação Falso Mercúrio. Foto: Divulgação/Governo de São Paulo

 

Veja a coletiva de imprensa sobre a operação:

 

Ouça o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves:

Ouça o delegado-geral de Polícia, Artur Dian:

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