O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) decidiu arquivar a investigação sobre o polêmico “auxílio-iPhone”, um benefício de até R$ 22 mil que a Prefeitura de São Paulo concede a seus 397 procuradores (os advogados do município)!
R$ 22 Mil para iPhone e MacBook sem Explicar!

O “auxílio-iPhone” é um benefício “generoso” que permite a cada procurador pedir um reembolso de até R$ 22 mil para comprar 41 tipos de eletrônicos pessoais, como:
- iPhones de última geração (que custam até R$ 10,2 mil).
- MacBooks (notebooks da Apple, que podem custar até R$ 16,5 mil).
- Tablets, monitores gamers e outros itens eletrônicos caros.
O pior é que eles não precisam justificar o uso desses equipamentos, e os itens se tornam propriedade pessoal, não do governo! Esse “presente” pode ser renovado a cada três anos.
Mais de 30 pedidos já foram feitos, incluindo um do Secretário da Fazenda, que comprou um iPhone 15, um MacBook Air e um adaptador, totalizando R$ 22,3 mil! Se todos os 397 procuradores pedirem, o custo pode chegar a R$ 8,7 milhões a cada três anos!
Salários Altíssimos e a Defesa da Prefeitura!
E a revolta da população aumenta porque os procuradores do município já são a categoria mais bem paga do funcionalismo de São Paulo, com salários médios de R$ 46 mil, acima do salário do próprio prefeito Ricardo Nunes (R$ 38 mil)!
A Prefeitura (PGM) defende o benefício dizendo que o dinheiro vem de honorários sucumbenciais (valores que a prefeitura ganha em ações judiciais), e que, desde 2015, esse dinheiro é considerado “verba privada” dos procuradores. Além disso, alegam que a prefeitura não fornece equipamentos suficientes para o trabalho remoto.
“Apropriação de Dinheiro Público”: Críticas e Indignação!
Mesmo com a defesa da PGM, o “auxílio-iPhone” gerou muitas críticas:
- Viola o teto salarial: Especialistas dizem que o benefício pode violar o teto constitucional do funcionalismo público (o limite de salário que um servidor pode ganhar).
- Dinheiro Público Disfarçado?: Outros argumentam que, mesmo vindo de honorários, esse dinheiro é gerado em ações da pre prefeitura e, por isso, deveria ser usado para o bem público, e não para uso pessoal dos procuradores.
- Falta de Controle: A ausência de controle sobre o uso dos equipamentos gera suspeitas de que os itens podem ser usados para fins pessoais, doados ou até revendidos.
A deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) acionou o MP-SP, chamando o auxílio de “apropriação privada de recursos públicos”. Um deputado estadual, Leo Siqueira (Novo-SP), entrou com uma ação na Justiça pedindo a suspensão do benefílio, a devolução dos valores e a responsabilização dos gestores, comparando o benefílio de R$ 22 mil com os R$ 212 de vale-refeição dos professores!
Apesar de toda a polêmica e das críticas, o MP-SP decidiu arquivar a investigação, alegando que o benefício é legal e não causa prejuízo ao orçamento público. Mas a população e a oposição prometem continuar a batalha por mais transparência e justiça no uso do dinheiro público.
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