Localizado no coração do Rio Grande do Norte, o Pico do Cabugi é o único vulcão do país que mantém sua forma original preservada; monumento geológico atrai cientistas e aventureiros às margens da BR-304.
Centro Histórico da Cidade de SP, 26 de abril de 2026.
Quem trafega pela BR-304, entre os municípios de Angicos e Lajes, no interior do Rio Grande do Norte, depara-se com uma silhueta que parece deslocada na paisagem horizontal da Caatinga.
O Pico do Cabugi, com seus 590 metros de altitude, não é apenas uma montanha imponente: ele é o que a geologia chama de "neck" vulcânico — o testemunho silencioso de uma atividade magmática que ocorreu há cerca de 25 milhões de anos.
Diferente de outras formações vulcânicas no Brasil que sofreram erosão severa ou foram soterradas por sedimentos, o Cabugi mantém o formato cônico, que remete imediatamente aos vulcões ativos de outras partes do mundo.
Embora esteja extinto e sem qualquer risco de erupção, sua estrutura composta por rochas basálticas, conta a história de um período em que o Nordeste brasileiro passou por intensas transformações tectônicas.
Uma Relíquia do Neógeno: O Cabugi formou-se durante o período Neógeno. O que vemos hoje é o magma solidificado que um dia preencheu a "chaminé" do vulcão.
Com o passar de milhões de anos, as rochas ao redor — mais frágeis — foram erodidas pelo vento e pela chuva, deixando exposto apenas o núcleo endurecido e resistente, que hoje se destaca na linha do horizonte potiguar.
Patrimônio e Conservação: Além do valor geológico, o local está inserido no Parque Estadual Ecológico do Cabugi.
A área é um refúgio para a fauna e flora típicas do semiárido, funcionando como um laboratório a céu aberto para pesquisadores que buscam entender a evolução do relevo brasileiro, e a adaptação do bioma Caatinga a formações rochosas de origem ígnea.
Dados Oficiais e Indicadores Geológicos :
- Altitude: 590 metros acima do nível do mar.
- Idade Estimada: Entre 19 e 25 milhões de anos (Erupção original).
- Localização: Município de Angicos, RN, no topo da Serra do Cabugi.
- Composição: Basaltos alcalinos, ricos em minerais, magnésio e ferro.
- Status Ambiental: Unidade de Conservação Integral sob gestão estadual (IDEMA-RN).
O Potencial Turístico e Científico: O Pico do Cabugi é um ativo de "turismo científico" subutilizado. Em 2026, com o crescimento do interesse por destinos que unem aventura e conhecimento, o Cabugi desponta como uma jóia do Geoturismo no Brasil.
No entanto, o desafio permanece sendo a infraestrutura de acesso controlado, garantindo que o fluxo de visitantes não comprometa a integridade das encostas e a preservação das espécies nativas.
O Alerta que Fica: Conhecer o Cabugi é entender que o Brasil tem uma história geológica muito mais dinâmica do que os livros escolares costumam retratar. Preservar este vulcão extinto é manter viva a memória física do nosso território.
AGORA A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR: Quantos outros "monumentos esquecidos" como o Cabugi existem pelo interior do Brasil, aguardando o devido reconhecimento e proteção das nossas autoridades?
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