Paz em tempos de autoritarismo: o Nobel que expôs a Venezuela ao mundo, Maria Corina Machado
Ao premiar Maria Corina Machado em dezembro, o Comitê Nobel transforma a resistência pacífica em denúncia internacional contra a repressão e a violência de Estado.
Centro Histórico da Cidade de SP, Quarta-feira, dia 24.12.25
Redação

O significado do Prêmio Nobel da Paz concedido neste mês de dezembro ganhou ainda mais densidade durante a cerimônia realizada em Oslo, na Noruega, quando Ana Corina Sosa Machado, filha de Maria Corina Machado, recebeu a honraria em nome da mãe, impossibilitada de chegar a tempo ao evento após 16 meses vivendo na clandestinidade, sob risco permanente imposto pelo regime de Nicolás Maduro.
Visivelmente emocionada, Ana Corina anunciou que, horas depois, Maria Corina conseguiria chegar a Oslo, rompendo um longo período de ocultação forçada. Estiveram presentes na cerimônia a mãe da líder venezuelana e o presidente da Argentina, Javier Milei, em um gesto político claro de solidariedade internacional.
No discurso preparado por Maria Corina Machado e lido pela filha, uma advertência ecoou com força global:
“A democracia enfraquece quando os cidadãos se esquecem de que a liberdade é algo que devemos cultivar.”
Ao recordar que a Venezuela nasceu da audácia — forjada por uma fusão de povos e culturas — Ana Corina relembrou um dado histórico poderoso: em 1811, o país escreveu uma das primeiras constituições republicanas do mundo, afirmando uma ideia radical para a época — a dignidade soberana de todo ser humano.
“Até mesmo a democracia mais forte enfraquece quando os seus cidadãos acreditam que a liberdade é algo a esperar, e não algo a construir.”
A fala ganhou ainda mais peso ao relembrar quase três décadas de luta contra uma ditadura brutal, um período em que a esperança foi sendo corroída e a crença na mudança passou a ser tratada como ingenuidade. Ainda assim, segundo o discurso, foi exatamente durante os 16 meses de clandestinidade que se formaram novas redes de pressão cívica e desobediência disciplinada, preparando uma transição democrática ordenada e pacífica.
“Foi assim que chegámos até aqui, com o grito de milhões de venezuelanos que já sentem a liberdade a aproximar-se.”
O apelo final ultrapassou as fronteiras da Venezuela e tocou o coração do próprio Nobel:
“Este prémio lembra ao mundo que a democracia é essencial para a paz. Se queremos democracia, devemos estar dispostos a lutar pela liberdade. A liberdade é conquistada todos os dias.”
Em um dos momentos mais fortes da cerimônia, Ana Corina dedicou o prêmio aos presos políticos, aos perseguidos, às suas famílias e a todos os defensores dos direitos humanos, afirmando que o Nobel pertence a eles.
Antes disso, o presidente do Comitê Nobel Norueguês, Jørgen Watne Frydnes, classificou Maria Corina Machado como um dos maiores símbolos contemporâneos de coragem cívica da América Latina e fez uma declaração direta e contundente:
“Enquanto estamos aqui, pessoas inocentes estão trancadas em celas escuras na Venezuela. Elas não ouvem discursos — apenas os gritos de quem está a ser torturado. Sr. Maduro, aceite os resultados e renuncie ao poder.”
✍️ Conclusão — Jornal25News
O Nobel da Paz concedido neste mês de dezembro não é apenas um reconhecimento individual. É um ato político internacional em defesa da paz construída pela democracia, não pela força.
Em um mundo marcado por guerras abertas, regimes autoritários e tecnologias usadas para controlar e destruir, a história de Maria Corina Machado — agora simbolicamente representada também por sua filha — lembra algo essencial:
a paz não nasce da submissão, mas da coragem moral de resistir sem se tornar violento.
Neste Natal de 2025, o Nobel da Paz ecoa como um chamado:
a liberdade não é herança automática — é construção diária.
E quando um povo escolhe ser livre, toda a humanidade avança com ele.
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