O mundo da saúde e as redes sociais estão em conflito! O uso de betabloqueadores (medicamentos desenvolvidos para o coração) voltou a ganhar holofotes e popularidade entre os ansiosos, sendo citado por influenciadores como uma forma rápida de controlar sintomas físicos da ansiedade, como coração acelerado, mãos trêmulas e suor excessivo! Mas especialistas alertam: o medicamento não trata a causa emocional do problema e não pode ser usado sem orientação médica, pois pode mascarar doenças cardíacas e criar uma “muleta emocional”!
O Que Acontece? É o Corpo, Não a Mente!

Os betabloqueadores, como o famoso Propranolol (desenvolvido nos anos 1960), inibem receptores específicos de adrenalina no organismo, o que reduz efeitos típicos da ansiedade no sistema cardiovascular.
- Efeito no Corpo: “Eles inibem receptores específicos de adrenalina no organismo, os betarreceptores, o que reduz efeitos típicos da ansiedade no sistema cardiovascular, como taquicardia, hipertensão e tremores”, explica o cardiologista Fernando Ribas, da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo.
- Não Trata o Medo: A psiquiatra Danielle Admoni (Unifesp) reforça que o medicamento “não é um tratamento para a causa dos sintomas”. “Ele não trata a sensação de medo, a preocupação ou a tensão antecipatória. Atua apenas no corpo, e não na mente,” alerta.
Os Riscos: Da Doença Cardíaca à “Muleta Emocional”!

O uso sem supervisão médica pode trazer consequências sérias para o coração e para a mente!
- Risco Cardiovascular: O cardiologista Fernando Ribas destaca que o uso sem supervisão pode causar crises de asma, bronquite, queda de pressão, desmaios e redução importante da frequência cardíaca. Além disso, pode mascarar sintomas de doenças cardíacas, como arritmias, atrasando diagnósticos adequados!
- Dependência Psicológica: O psiquiatra Luiz Scocca (USP) alerta para o risco de dependência psicológica: “A pessoa pode começar a acreditar que só consegue performar bem se tomar o remédio, e isso impede o desenvolvimento natural da autoconfiança.” O remédio se torna uma “muleta emocional”.
O Recado dos Médicos: Tratamento Integral e Terapia!
Para os especialistas, o uso do betabloqueador deve ser pontual, em situações de ansiedade de desempenho (como antes de uma palestra ou prova oral), e sempre associado a um acompanhamento psicológico!
- Tratar a Origem: “Não adianta usar o remédio apenas na hora da crise e achar que está resolvido. Precisamos entender por que é tão difícil se expor e trabalhar essa ansiedade de forma mais profunda“, diz Admoni.
- Foco no Coração: O recado final dos médicos é claro e direto: “É um medicamento para o coração, não para o medo”! O tratamento da ansiedade exige cuidado integral, com terapia, acompanhamento psiquiátrico e, quando necessário, antidepressivos!
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