Toffoli vê “fortes sinais” de novos crimes no caso Banco Master
Ministro do STF manda lacrar bens e critica atraso da PF em operação bilionária


Centro Histórico da Cidade de São Paulo, Terça-feira, 14 de Janeiro de 2026
Por Konstantino | Jornal25News – Independente
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, afirmou que existem “fartos indícios” de que investigados do caso Banco Master continuam cometendo crimes. Entre os citados está o banqueiro Daniel Vorcaro, dono da instituição.
A declaração veio junto com a autorização da nova fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quarta (14) pela Polícia Federal. E o clima foi tenso: Toffoli reclamou do atraso no cumprimento das ordens de prisão e busca — que só aconteceram um dia depois do prazo que ele havia determinado.
O que está em jogo
- Prisão preventiva de Fabiano Campos Zettel (cunhado de Vorcaro)
- Bloqueio de R$ 5,7 bilhões em bens
- 42 mandados de busca e apreensão
- Carros de luxo, eletrônicos e mais de R$ 90 mil em dinheiro apreendidos
Para Toffoli, a demora é grave porque pode ter dado tempo para adulterar provas. O ministro chegou a apontar “falta de empenho” no cumprimento das ordens.
Provas sob guarda máxima
Uma decisão fora do comum: todos os bens, documentos e eletrônicos apreendidos devem ser levados diretamente ao STF, em Brasília, e ficar lacrados. Segundo o gabinete do ministro, a ideia é preservar as provas para perícia sem risco de interferência.
✈️ Prisão no aeroporto
Zettel foi preso de madrugada no Aeroporto de Guarulhos, quando tentava embarcar para os Emirados Árabes Unidos. Outras diligências começaram às 6h. Também foram alvos:
- Nelson Tanure (gestor de fundos ligados ao Master)
- João Carlos Mansur (ex-presidente da Reag Investimentos)
As investigações apontam desvios de recursos do sistema financeiro para patrimônio pessoal dos envolvidos.
Defesa reage
A defesa de Vorcaro diz que ele tem colaborado e que todas as decisões judiciais serão cumpridas. Afirma ainda que o banqueiro está à disposição para esclarecimentos e quer o encerramento rápido do inquérito.
Entenda o caso
- A operação investiga créditos falsos que podem chegar a R$ 17 bilhões em títulos forjados
- Em 2025, o BRB tentou comprar o Master por R$ 2 bilhões, mas o BC barrou
- Em novembro, o Banco Master entrou em liquidação
Apoio Institucional
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